
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou nesta quarta-feira (10) o avanço do processo que pode cassar o mandato de Carla Zambelli. A decisão saiu por 32 votos a 27 e, desse modo, empurra o caso para o plenário, onde a deputada só mantém o cargo se conquistar ao menos 257 votos.
Mudança de rumo na votação
A sessão começou tensa, e rapidamente o cenário virou. Os deputados derrubaram o parecer de Diego Garcia que preservaria o mandato e, em seguida, escolheram Cláudio Cajado para relatar o caso. Cajado já anunciou que defenderá a cassação, uma vez que o Supremo Tribunal Federal condenou Zambelli a 10 anos de prisão, multa e perda dos direitos políticos devido à invasão dos sistemas do CNJ.
Participação à distância e contexto judicial
Zambelli participou por videoconferência. Ela está presa na Itália enquanto aguarda decisão sobre extradição ao Brasil, após fugir do país antes do cumprimento da ordem de prisão. Essa situação, portanto, fortaleceu o entendimento da maioria da comissão de que a condenação judicial deve ter consequência política imediata.
Caminho até o plenário
Agora, o processo segue para o plenário. A votação exigirá maioria absoluta, ou seja, 257 dos 513 deputados. O tema chega ao salão verde em meio a outras análises de cassação, o que intensifica o clima político e reacende a disputa sobre o alcance das decisões judiciais dentro do Legislativo.
Impacto e repercussão
A decisão da CCJ ampliou a pressão sobre os parlamentares. De um lado, aliados de Zambelli alegam que a Câmara precisa preservar a autonomia e garantir ampla defesa. De outro, deputados afirmam que o Legislativo deve reconhecer a sentença do STF e aplicar o desfecho correspondente.
O destino político de Carla Zambelli agora está nas mãos do plenário, que decidirá se sua condenação no STF se transforma em cassação ou se o embate institucional ganha mais um capítulo prolongado.

