
A situação de Jair Bolsonaro ficou ainda mais tensa depois que ele apresentou três versões diferentes para explicar a violação da tornozeleira eletrônica. As contradições, que surgiram rapidamente e com detalhes bastante distintos, chamaram a atenção dos investigadores e elevaram o alerta dentro do processo. As informações partem de dados oficiais do monitoramento e de depoimentos prestados à Justiça.
Primeira versão: “bati na escada”
No início, Bolsonaro afirmou que a tornozeleira teria sido danificada por acidente. Segundo ele, a queda ou batida em uma escada teria provocado o rompimento. A explicação, porém, não convenceu totalmente, já que os relatórios do equipamento indicam dano por calor intenso, e não por impacto.
Segunda versão: “usei ferro de solda por curiosidade”
Em seguida, Bolsonaro mudou o discurso. Dessa vez, afirmou ter usado um ferro de solda no aparelho apenas por curiosidade. A confissão surpreendeu, já que o uso do equipamento representa violação direta das regras impostas pela Justiça. Além disso, essa versão contradiz a primeira, o que deixou a situação ainda mais delicada.
Terceira versão: “achei que tinha escuta, tive paranoia”
Logo depois, o ex-presidente apresentou uma terceira explicação. Ele disse ter acreditado que o aparelho continha algum tipo de escuta. Alegou ter sentido paranoia e, por isso, teria danificado a tornozeleira. A justificativa ficou marcada como a mais crítica, já que envolve alteração de consciência e possível comportamento intencional.
Por que essas versões preocupam tanto
As mudanças constantes de narrativa criam brechas, dificultam a defesa e reforçam a percepção de que o equipamento foi violado de forma consciente. Além disso, especialistas apontam que a quebra da tornozeleira pode indicar tentativa de burlar o monitoramento, o que agrava a situação judicial. Cada nova versão traz mais dúvidas e pressiona os advogados a explicar as contradições rapidamente.
O que acontece agora
A investigação continua avançando, com novas perícias, relatórios técnicos e análises de imagens. Tudo isso servirá para esclarecer qual das versões, afinal, se aproxima da verdade. Até que isso fique claro, a sucessão de relatos divergentes tende a pesar no processo e fortalecer a tese de que houve violação deliberada.

