
A sessão desta quarta-feira (15) na Câmara de Vereadores de Joinville foi marcada por um forte desentendimento entre o vereador Cleiton Profeta (PL) e a secretária de Assistência Social, Fabiana Cardozo. O clima esquentou quando o parlamentar subiu à tribuna para criticar a gestão da pasta e o destino dos recursos municipais
As críticas do vereador
Durante seu discurso, Cleiton Profeta questionou duramente as políticas assistenciais da cidade. Segundo o vereador, o Executivo deveria priorizar outros investimentos em vez de focar em determinados programas sociais. “Se a gente parar de gastar tanto com cracudo e com ONG assistencialista, sobra mais dinheiro para o que realmente importa”, disparou o parlamentar.
Além disso, Profeta chamou a secretária de “mal-educada” e reforçou que seu papel como vereador é fiscalizar, e não “bater palma” para o governo.
Reação da secretária
Em seguida, Fabiana Cardozo utilizou a palavra para rebater as críticas e classificou a postura do vereador como inaceitável. Visivelmente abalada, a secretária afirmou que executa apenas o que está previsto na legislação e sugeriu que, se o parlamentar estivesse descontente, deveria propor mudanças na lei.
Posteriormente, o tom da fala de Fabiana tornou-se um desabafo pessoal. Ela acusou o vereador de perseguição sistemática e relatou sofrer ataques constantes nas redes sociais. “Eu quero fazer uma denúncia, esse cara me persegue. Isso é violência psicológica”, declarou a secretária, que chegou a chamar o vereador de “debochado” e “quinta série” durante o embate.
Mesmo após a fala da secretária, o vereador Cleiton Profeta retomou a palavra para manter o posicionamento. Ele afirmou que a gestora não teria “inteligência emocional” para suportar cobranças públicas e sugeriu que ela pedisse exoneração do cargo caso não aceitasse as críticas.
Por fim, a sessão seguiu sob forte tensão, com diversas interrupções e pedidos de ordem. O episódio agora repercute nos bastidores políticos de Joinville, especialmente porque o vereador já enfrenta um processo de expulsão em andamento dentro do próprio partido (PL), além de um processo de cassação feito pelo partido Novo.

