
Com forte emoção e a mensagem de que “ensinar é multiplicar sonhos”, as patinadoras da Escola Patinazzi deram um verdadeiro show neste sábado (29). Em 24 coreografias, as atletas transformaram a quadra da Associação da RenauxView (ADR) de Brusque em um grande palco de memórias, arte e superação. O espetáculo “O Show Tem Que Continuar” reuniu mais de 50 patinadoras para celebrar a vida e o legado do técnico e diretor Leandro Luzzi, falecido em junho deste ano, no acidente de balão em Praia Grande, Santa Catarina. Veja:
Pensado como um grande tributo, o show foi estruturado em 24 coreografias que contaram a trajetória de Leandro e o impacto do trabalho dele na formação de atletas. O espetáculo começou com os “Primeiros passos” e “Primeiras conquistas”, lembrando o início da sua história desde a infância e os desafios sobre rodas. Na sequência, coreografias como “EUA” e “Momentos difíceis” resgataram fases marcantes da sua vida, seguidas por uma coreografia dedicada à “Pandemia”, em que o público pôde reviver, pela arte, o período de incertezas e afastamento das quadras.
A programação também destacou a esperança e a saudade. Números como “Sonhos” e “Amizade” trouxeram à cena duos, trios, quartetos e apresentações em grupo que simbolizaram a união entre alunos, famílias e escola. O encerramento, com o solo “O Show tem que continuar” foi apresentado pela técnica Joana Victorino Deschamps e reuniu na sequência todos os patinadores em quadra para a principal mensagem da noite: a de que os sonhos cultivados por Leandro seguem vivos em cada giro, cada sorriso e cada nova geração que chega à escola.


Os pais de Leandro acompanharam o espetáculo das arquibancadas e, ao final, foram convidados a entrar na quadra. Um balão azul com o nome “Leandro” foi erguido, sob aplausos do público. A irmã, Cristiane Luzzi, também integrou o elenco, participando de um dos números e dividindo com as demais patinadoras o palco que foi cenário do trabalho do irmão.
Preparação das ginastas exigiu preparo técnico e emocional
Para a organizadora do espetáculo, Nicole Casagrande, que participou da coreografia considerada a mais emocionante da noite por contar a perda de Leandro, o sentimento foi de dever cumprido. “Missão cumprida”, resumiu. Ela destacou que a homenagem exigiu muito preparo técnico das ginastas e, principalmente, controle da emoção para conseguir patinar até o fim. Segundo Nicole, cada movimento daquele número foi pensado como um abraço coletivo em Leandro e em todos que sentem sua falta.
Em discurso, a técnica Joana Deschamps, que assumiu a direção da escola, destacou o desafio de manter viva a Patinazzi após a perda do treinador. “Tivemos que recomeçar do zero, e por isso quero agradecer às patinadoras e a cada pai e mãe que confiou no meu trabalho. O apoio de vocês foi essencial”, afirmou. Ela fez questão de reconhecer também a presença e o acolhimento da família Luzzi. “A família do Le sempre me recebeu como uma filha, cuidou de mim. Agora, estamos cuidando do legado que ele deixou para toda essa criançada”, completou.

