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Tarcísio diz que aposentadoria de coronel vai para a família

Governador cobra punição dura e reforça que benefício não favorece acusado

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Tarcísio diz que aposentadoria de coronel vai para a família

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou nesta quinta-feira (02), em Campos do Jordão, que a aposentadoria do tenente-coronel da Polícia Militar acusado de feminicídio deve beneficiar os familiares, e não o próprio militar, diante da repercussão do caso.

Declaração aumenta pressão por punição

Ao comentar a decisão da PM, Tarcísio foi direto e elevou o tom. Ele defendeu punição exemplar e cobrou a perda do posto e da patente do militar.

Além disso, ele explicou que, caso isso aconteça, os valores acumulados ao longo da carreira passam a ser direcionados à família. Com isso, o governador tenta afastar a interpretação de que a aposentadoria represente vantagem ao acusado.

Caso gera reação imediata

O tenente-coronel está preso preventivamente desde março, acusado de matar a própria esposa, a policial militar Gisele Alves Santana. Assim que a aposentadoria com salário integral foi publicada no Diário Oficial, o caso ganhou grande repercussão.

Na sequência, críticas se espalharam nas redes sociais. Muitas pessoas questionaram o pagamento do benefício diante da gravidade do crime. Ainda assim, a Polícia Militar informou que seguiu critérios legais, baseados em tempo de serviço e idade.

Processo segue na Justiça

Enquanto isso, o processo criminal continua. A Secretaria da Segurança Pública reforçou que a aposentadoria é uma medida administrativa e não interfere na investigação nem no julgamento.

Paralelamente, a corporação conduz um processo interno. Se confirmar a expulsão, o militar perde o posto, a patente e a remuneração.

Debate sobre lei ganha força

O caso reacende um debate direto e incômodo. Como conciliar regras administrativas com crimes graves?

De um lado, a lei estabelece critérios objetivos. Do outro, a sociedade cobra coerência moral e resposta rápida.

No fim, o episódio expõe uma fissura clara. A legalidade segue seu curso, mas a pressão pública cresce e exige decisões mais duras e alinhadas com a gravidade dos fatos.

Ismael Melo

Sobre o autor

Ismael Melo

Jornalista do Guararema News, Ismael Melo atua na Grande Florianópolis com foco na cobertura de economia e política regional e nacional. Também produz conteúdos sobre acontecimentos factuais, esportes e temas de repercussão no Brasil. Além disso, possui experiência em radiojornalismo, comunicação institucional, produção audiovisual, podcasts e gestão de conteúdo para diferentes plataformas.

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