
As empresas interessadas em participar da estruturação da Parceria Público-Privada (PPP) do túnel imerso entre Itajaí e Navegantes têm até 14 de julho para manifestar interesse. O Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Região da Amfri (CIM-Amfri) abriu o prazo nesta terça-feira (16). Assim, o projeto deu mais um passo rumo à futura construção da ligação submersa.
Considerada estratégica para a mobilidade regional, a obra busca reduzir o fluxo de veículos na BR-101. Além disso, pretende fortalecer a integração entre os municípios da Amfri.
Entretanto, as obras ainda dependem da conclusão de estudos técnicos e da modelagem da concessão.
Projeto entra em etapa decisiva
A presidente do CIM-Amfri e prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan, assinou a abertura do prazo na presença dos prefeitos de Itajaí, Robison Coelho, e de Navegantes, Ricardo Ventura. Enquanto isso, os municípios seguem os trâmites necessários para formalizar o contrato com o Banco Mundial.
As empresas interessadas deverão elaborar estudos de demanda e modelagem de transportes. Além disso, precisarão desenvolver projetos de engenharia e avaliações socioambientais. Também ficarão responsáveis pela estruturação técnica, jurídica e econômico-financeira da PPP. Posteriormente, prestarão apoio nas audiências públicas e no processo licitatório.
Segundo Juliana Pavan, a etapa atual vai definir o custo do empreendimento e o período da concessão. Além disso, permitirá avançar com segurança jurídica e transparência.



Já o diretor executivo do CIM-Amfri, Jaylon Janden Cordeiro da Silva, afirmou que a expectativa é concluir a modelagem em cerca de dois anos. “Esse procedimento abre o projeto ao mercado. A expectativa é finalizar essa fase em aproximadamente dois anos e, na sequência, iniciar as obras”, disse.
Estrutura terá seis faixas e passagem para pedestres
O túnel imerso terá cerca de 548 metros de extensão. Além disso, ficará aproximadamente 30 metros abaixo do leito do rio Itajaí-Açu. O projeto prevê três faixas de rolamento em cada sentido. Uma delas atenderá exclusivamente os ônibus. Da mesma forma, a estrutura contará com ciclovia e passagem para pedestres.
Diferentemente dos túneis escavados, os túneis imersos utilizam módulos de concreto produzidos fora do local da obra. Depois, equipes posicionam essas estruturas no fundo do rio. Atualmente, cidades como Istambul, Hong Kong e Copenhague utilizam esse sistema.
Investimento previsto supera US$ 200 milhões
O túnel integra o Promobis, programa que prevê outras obras de mobilidade na região. Entre elas, estão corredores para BRT elétrico, pontes, viadutos e vias de integração. Dessa forma, o projeto pretende melhorar a circulação entre os 11 municípios da Amfri.
O investimento estimado para o túnel chega a US$ 200 milhões. Já o Promobis prevê aportes de US$ 342 milhões. Parte dos recursos virá do Banco Mundial. Além disso, investimentos públicos e privados complementarão o financiamento. A expectativa é assinar o contrato ainda em 2026. Em seguida, o consórcio deverá lançar os editais que permitirão iniciar as obras.

