
A construção da Barragem de Botuverá deu um passo decisivo rumo à execução. O processo licitatório avançou com a habilitação de três empresas interessadas em executar a obra. O empreendimento figura entre os mais importantes projetos de prevenção de enchentes do Vale do do Itajaí.
A barragem integra um conjunto de ações estruturais voltadas à contenção das cheias. Técnicos apontam a obra como fundamental para reduzir os impactos causados pelos eventos climáticos extremos que atingem a região há décadas.
Estudos hidrológicos indicam que a estrutura poderá diminuir entre 80 centímetros e 1,30 metro o nível das águas durante grandes enchentes. Com isso, municípios como Botuverá, Brusque e Guabiruba devem registrar menos alagamentos e prejuízos. Além disso, os benefícios poderão alcançar cidades situadas na foz do Rio Itajaí-Açu, que também sofrem os reflexos das cheias.
Por causa dessa importância, lideranças empresariais, prefeitos e moradores defendem a construção da barragem há vários anos. O projeto busca ampliar a capacidade de retenção das águas nas áreas de cabeceira e reduzir a velocidade do avanço das enchentes ao longo da bacia hidrográfica.
Licitação entra em fase decisiva
O ex-secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil, Mário Hildebrandt, anunciou o avanço da licitação durante a 26ª edição do Almoço de Ideias da Associação Empresarial de Brusque, Guabiruba e Botuverá (ACIBr).
Segundo ele, uma das empresas habilitadas apresentou proposta com desconto superior a R$ 14 milhões em relação ao valor de referência da obra. Agora, a equipe técnica analisa a documentação da concorrente mais bem classificada.
Caso os documentos atendam todas as exigências, o Estado assinará o contrato e autorizará o início dos trabalhos. Se surgir alguma inconsistência, os técnicos passarão à análise das demais empresas habilitadas.
“O importante é que temos empresas qualificadas para executar essa obra fundamental”, destacou Hildebrandt.

Enquanto isso, a Prefeitura de Botuverá mantém negociações com o Governo do Estado para garantir contrapartidas ao município. A administração municipal considera essas medidas importantes para ampliar os benefícios do empreendimento à população local.
Planaterra lidera disputa e acumula experiência em grandes obras
A Planaterra Terraplenagem e Pavimentação aparece como a primeira colocada no processo licitatório. A empresa ganhou notoriedade recentemente ao executar o complexo viário de interseção entre a Rodovia Antônio Heil (SC-486) e a BR-101, em Itajaí.
Além da Planaterra, outras duas empresas seguem habilitadas na disputa pela execução da barragem. A Cava Engenharia apresentou a segunda menor proposta, no valor de R$ 140 milhões. Enquanto isso, a Araxá Engenharia ofertou R$ 152,8 milhões. A Planaterra lidera o certame com proposta de R$ 137,9 milhões, valor que representa um desconto superior a R$ 14 milhões em relação ao orçamento de referência.
A companhia concluiu etapas importantes daquela obra antes do prazo previsto. Por isso, conquistou reconhecimento de lideranças empresariais e do Governo de Santa Catarina.
O histórico da empresa aumenta a expectativa em torno da Barragem de Botuverá. Afinal, a região aguarda o empreendimento há mais de uma década. Além disso, entidades como a ACIBr mantêm essa reivindicação entre as principais pautas regionais há mais de 15 anos.
Dessa forma, a habilitação das empresas representa muito mais do que uma etapa burocrática. O avanço sinaliza, portanto, a possibilidade concreta de início de uma obra considerada essencial para proteger vidas, reduzir prejuízos econômicos e aumentar a segurança de milhares de moradores do Vale do Itajaí-Mirim e da região da foz do Itajaí.

