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Justiça destitui conselheiro tutelar de Itajaí após ação do Ministério Público

Decisão aponta irregularidades no exercício da função pública. Entenda:

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Justiça destitui conselheiro tutelar de Itajaí após ação do Ministério Público
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A Justiça determinou a destituição do conselheiro tutelar Willian Nascimento, de Itajaí, após ação civil pública apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A decisão também confirmou o afastamento liminar que já havia sido decretado durante o processo. Com isso, Willian Nascimento perde definitivamente o cargo público.

A 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Itajaí moveu a ação após receber denúncias sobre possíveis irregularidades cometidas pelo conselheiro no exercício das funções no 1º Conselho Tutelar do município. A investigação reuniu elementos que, segundo o Ministério Público, indicaram incompatibilidade entre a conduta do conselheiro e as atribuições da função.

De acordo com a promotora de Justiça Micaela Cristina Villain, responsável pelo caso, o órgão solicitou o afastamento imediato para evitar prejuízos à proteção de crianças e adolescentes.

“Pedimos o imediato afastamento do conselheiro, inclusive com a impossibilidade de pagamento dos respectivos vencimentos, a fim de cessar a lesão aos direitos das crianças e adolescentes e garantir a efetividade da proteção que o Conselho Tutelar deve oferecer”, afirmou a promotora.

Irregularidades apontadas na investigação

Durante o processo, o Ministério Público apresentou quatro episódios considerados graves. Segundo a Promotoria, os fatos demonstram incompatibilidade entre a conduta de Willian Nascimento e o exercício da função pública.

Entre os casos citados está o uso de um perfil pessoal em rede social. No Instagram, o conselheiro se identificava como integrante do Conselho Tutelar e publicava críticas sobre atividades pedagógicas de uma escola particular de Itajaí.

Para o Ministério Público, as publicações insinuavam irregularidades sem apresentar respaldo técnico. Além disso, as manifestações poderiam configurar abuso de autoridade e desvio de finalidade do cargo.

Outro ponto investigado envolve a suspeita de falsificação de assinaturas de duas conselheiras tutelares em um documento oficial. Conforme a ação, o objetivo seria obter custeio para participar de uma capacitação de conselheiros na cidade de Maringá.

Além disso, a Promotoria apontou falhas na condução de um caso de suposta violência física contra uma criança. De acordo com o processo, o conselheiro não registrou ocorrência policial nem adotou medidas imediatas de proteção à vítima. Posteriormente, a criança precisou ser acolhida institucionalmente.

Ainda segundo o Ministério Público, Willian Nascimento também utilizou a estrutura do Conselho Tutelar para tratar de um episódio envolvendo o próprio filho em uma escola municipal. No entanto, ele teria tomado a iniciativa sem deliberação prévia do colegiado do órgão.

Sentença confirma perda definitiva do cargo

Durante a audiência de instrução, o Judiciário ouviu o réu e diversas testemunhas. Em seguida, o juiz avaliou as provas apresentadas no processo.

Na sentença, o magistrado concluiu que as condutas demonstraram incompatibilidade com a função pública. Além disso, a decisão apontou violação de princípios da administração pública, como moralidade e proteção integral de crianças e adolescentes.

Diante desse conjunto de fatos, a Justiça julgou procedentes os pedidos apresentados pelo Ministério Público. Assim, o juiz decretou a destituição definitiva de Willian Nascimento do cargo de conselheiro tutelar de Itajaí.

Murilo José

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Murilo José

Jornalista do Guararema News, atua na região do médio Vale do Itajaí e Litoral Norte. Suas pautas geralmente são direcionadas a assuntos factuais que tem impacto no dia a dia da comunidade. Murilo também atua com reportagens especiais em projetos autorais. Além disso, também contribui com conteúdo esportivo.

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