
A Prefeitura de Itajaí iniciou um projeto-piloto para avaliar uma tecnologia holandesa voltada ao monitoramento e à redução da poluição atmosférica. A iniciativa utiliza o sistema Pamares/StaticAir, desenvolvido para identificar e capturar partículas microscópicas presentes no ar urbano, que afetam diretamente a qualidade ambiental e a saúde da população.
A administração municipal formalizou a parceria em 13 de abril, quando assinou a Manifestação de Interesse e Ciência Institucional para a realização dos testes. Em seguida, no dia 20 de maio, equipes técnicas instalaram dois equipamentos no município e deram início à fase de monitoramento.
Um dos dispositivos opera na Rua Reinaldo Schmithausen, no bairro Cordeiros, próximo ao cruzamento com a Rua Abílio Corrêa de Mello. Nesse caso, a Prefeitura definiu o local devido ao intenso fluxo de caminhões registrado na região. Como consequência, a área concentra maior emissão de partículas poluentes e oferece condições adequadas para avaliar a eficiência da tecnologia.
Sistema também remove partículas do ar
Ao contrário dos equipamentos convencionais, que apenas registram indicadores da qualidade do ar, o sistema testado em Itajaí também atua na captura de poluentes. Para isso, a tecnologia utiliza o processo de ionização bipolar. Dessa forma, o equipamento gera cargas elétricas controladas que atraem as partículas em suspensão para uma placa coletora instalada no próprio sistema, sem exigir filtros físicos.
Além disso, sensores acompanham continuamente os indicadores ambientais durante toda a operação. Posteriormente, técnicos consolidarão os dados coletados e realizarão uma análise detalhada dos resultados. O período de monitoramento deve durar entre seis e sete semanas.
Ao final da etapa de testes, a equipe responsável produzirá um relatório técnico com indicadores, conclusões e recomendações. Com base nessas informações, a Prefeitura avaliará a viabilidade de ampliar ou dar continuidade ao uso da tecnologia no município.
Segundo a diretora de Planejamento Urbano da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Lidia Granemann Gemo, o projeto permite testar uma solução inovadora em condições reais antes de qualquer decisão futura. Enquanto isso, o município acompanha o desempenho dos equipamentos e reúne informações técnicas que poderão orientar novas ações voltadas à melhoria da qualidade do ar. A empresa XZTech Engenharia e Tecnologia apresentou a iniciativa, baseada na tecnologia da holandesa StaticAir. Além disso, o projeto não gera custos para os cofres municipais por possuir caráter experimental e temporário.

