
O Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) suspendeu oito alunos nesta terça-feira (25), em Pelotas (RS), após a circulação de um “ranking sexual” com imagens e comentários ofensivos sobre colegas, porque o conteúdo foi considerado assédio, cyberbullying e violação da dignidade das estudantes.
Lista ofensiva circulou nas redes
O caso veio à tona após a divulgação de uma lista em grupos de mensagens e redes sociais. O material reunia fotos de cerca de 30 adolescentes, com idades entre 15 e 16 anos, além de classificações e comentários de cunho sexual e depreciativo.
Assim que identificou os responsáveis, a instituição afastou os estudantes envolvidos. Ao mesmo tempo, a direção classificou o episódio como grave e iniciou procedimentos internos.
Impacto entre vítimas e famílias
A exposição gerou constrangimento e abalo emocional nas estudantes citadas. Diante disso, familiares procuraram a polícia e registraram ocorrência.
A Polícia Civil enquadrou o caso como cyberbullying, uso indevido de imagem e possíveis atos infracionais análogos a crimes contra a honra.
Relatos de responsáveis apontam indignação e preocupação com a repercussão do conteúdo nas redes, que ampliou a humilhação das vítimas.
Medidas adotadas pelo instituto
O IFSul informou que está acompanhando o caso de perto. A instituição garantiu apoio psicológico e assistência social às alunas atingidas.
Além disso, a reitoria afirmou que trabalha em conjunto com órgãos como Ministério Público e Delegacia da Mulher para definir os próximos passos. Também anunciou ações educativas para combater a violência de gênero e o uso indevido da tecnologia dentro do ambiente escolar.
Investigação segue em andamento
O caso segue sob investigação das autoridades, enquanto o instituto conduz processos disciplinares internos.
A instituição reforçou que não tolera práticas de assédio e destacou o compromisso com um ambiente seguro e respeitoso para todos os estudantes.
No fim das contas, a história escancara um problema que cresce no silêncio dos grupos de mensagem. A tecnologia aproxima, mas também expõe. E quando vira arma, o dano não é virtual, é real, profundo e imediato.

