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Guerra dificultou viagem de pai de brasileira presa em vulcão

Manoel tentava viajar à Indonésia para acompanhar resgate da filha; conflito fechou espaço aéreo

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Guerra dificultou viagem de pai de brasileira presa em vulcão
Foto: Divulgação

O pai da brasileira Juliana Marins, que se acidentou em um vulcão na Indonésia e continua à espera do resgate dentro da cratera, revelou ter enfrentado dificuldades para embarcar rumo ao país onde a filha está. Nesta segunda-feira (23), Manoel Marins Filho estava no Aeroporto de Lisboa, em Portugal, mas não pôde pegar o voo devido ao conflito do Oriente Médio.

Em suas redes sociais, o pai de Juliana revelou que seu voo obrigatoriamente passaria por Doha, no Catar, onde ocorreu um ataque iraniano às bases americanas. Após o ataque, o país suspendeu voos e fechou seu espaço aéreo.

Manoel conseguiu embarcar, finalmente, por volta de 10h30 (horário em Lisboa) desta terça (24), após o anúncio do cessar-fogo entre Israel e Irã. O objetivo de Manoel é ir até a Indonésia para acompanhar os trabalhos de resgate da filha.

Resgate de brasileira em vulcão na Indonésia

Juliana fazia uma trilha no Monte Rinjani, na madrugada de sábado (21), quando caiu da borda da cratera do vulcão. Até o fim da tarde desta terça-feira (24), no horário local, as equipes de salvamentos ainda não tinham conseguido chegar até a turista.

Natural de Niterói, no Rio de Janeiro, Juliana fazia um mochilão pela Ásia quando decidiu fazer a trilha no entorno da paisagem natural na ilha de Lombok.

Segundo a Basarna, a demora em iniciar os trabalhos de busca e salvamento no sábado ocorreu pois as equipes só receberam o aviso depois que um integrante do grupo de Juliana conseguiu descer até um posto, em uma caminhada que levou horas. Além disso, foram necessárias algumas horas até que os resgatistas subissem até o local.

Nos dois primeiros dias, drones com sensores térmicos não encontraram Juliana. Ela foi localizada apenas na manhã de segunda-feira (23). A temperatura do corpo mostrou que ela ainda estava viva, porém se mantinha imóvel.

Nesta terça-feira, uma equipe de resgate com grupamento especial da Basarna se dirige ao local de helicóptero. As condições meteorológicas e geográficas prejudicam o trabalho de salvamento, segundo a agência.

Outro problema é a profundidade onde está Juliana, a cerca de 500 metros abaixo da borda da cratera, que dificulta a chegada por meio de cordas. Mesmo assim as equipes seguem tentando resgatar a brasileira.

Com informações de Agência Brasil