
O Ministério da Educação criou o Programa Bolsa Permanência para credenciados pelo Mais Médicos. Assim, a partir desta segunda-feira (22), estudantes do curso de Medicina credenciados, que possuem baixa renda, terão auxílio mensal do governo federal para custear a vida acadêmica e social até a conclusão do curso.
No processo de seleção, os critérios publicados na portaria MEC estabelecem que as instituições de ensino deverão selecionar os estudantes com menor renda familiar. E dentro de cada uma das faixas de renda bruta mensal familiar per capita, a prioridade é para quem estudou o ensino médio em escolas públicas.
As universidades federais deverão priorizar os que entraram no ensino superior por cotas de vulnerabilidade social. Contudo, vale salientar que a PBP-PMM abrangerá alunos de cursos de medicina de universidades federais e de instituições de ensino superior privadas.
No entanto, o requisito básico para receber ajuda, é estar no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico) com registro ativo e atualizado. Já no caso de cursos de medicina de instituições particulares, o estudante deve ser bolsista integral, com o benefício oferecido pela própria faculdade.
Veja outros requisitos para receber o auxílio:
- ter concluído nenhum outro curso de ensino superior;
- ser beneficiário do Programa Bolsa Permanência de Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), com matrícula ativa em curso de medicina de universidades federais;
- ultrapassar a renda familiar bruta mensal por pessoa de 1,5 salário mínimo, ou seja, R$ 2.277, em 2025.
Como se inscrever
O estudante interessado em concorrer à bolsa PBP-PMM deverá se cadastrar no Sistema de Gestão da Bolsa Permanência (SISBP), e anexar os documentos que comprovem a renda familiar por pessoa; a matrícula ativa em curso de medicina autorizado. O acesso acontece por meio de uma conta do portal Gov.br.
Valor a ser recebido pelos estudantes de Medicina
O valor da bolsa será definido pelo MEC e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Conforme informações do Governo, não será inferior ao valor de uma bolsa de iniciação científica (atualmente, em R$ 700). Enfim, a bolsa pode ser acumulada com outras bolsas acadêmicas, desde que o total recebido pelo estudante não ultrapasse 1,5 salário mínimo por mês.
Com informações da Agência Brasil

