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Governo exclui empresas como Correios e Dataprev de programas de privatização

A determinação foi feita por meio de decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União nesta quinta-feira (6)

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Governo exclui empresas como Correios e Dataprev de programas de privatização
Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), determinou, nesta quinta-feira (6), por meio de decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União, a retirada de 10 empresas públicas federais de programas de privatização. Dentre as companhias estão os Correios, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

A retirada dessas empresas de programas de desestatização era uma promessa da campanha de Lula e já estava prevista no relatório da equipe de transição para os primeiros meses de governo. As estatais foram retiradas definitivamente do Programa Nacional de Desestatização (PND) e também do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) do governo. O último trata-se de uma etapa prévia que qualifica a modelagem de privatização das empresas públicas.

Empresas públicas excluídas do PND:

  • Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT)
  • Empresa Brasil de Comunicação (EBC)
  • Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev)
  • Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (Nuclep)
  • Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro)
  • Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias S.A. (ABGF)
  • Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada S.A. (Ceitec)

Revogação de qualificação pelo PPI:

  • Armazéns e imóveis da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)
  • Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. (PPSA)
  • Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebras)

Em janeiro, Lula já havia determinado por meio de despacho, estudos para a revisão das privatizações, que agora se consolidam em forma de decreto. A privatização de algumas estatais, como os Correios, já haviam sido aprovadas pela Câmara dos Deputados e aguardavam pelo Senado.

Fonte: Agência Brasil