
A TV Globo demitiu, neste domingo (9), o cinegrafista acusado de agredir um repórter do Brasil de Fato antes do primeiro debate entre candidatos ao governo de São Paulo. O confronto ocorreu nas dependências da Band, pouco antes do início do evento eleitoral.
Segundo relatos, o cinegrafista da GloboNews teria dado uma cabeçada no jornalista. Após a confusão, a equipe de segurança retirou o profissional do local.
Em comunicado, a Globo afirmou que não tolera episódios de violência. Além disso, a emissora informou que encerrou o contrato do cinegrafista, que trabalhava como prestador de serviço temporário.
Repórter recebeu atendimento após agressão
O jornalista agredido recebeu atendimento médico ainda no local. Apesar do episódio, ele passa bem. No entanto, existe suspeita de fratura no nariz.
Depois do ocorrido, o repórter publicou uma manifestação nas redes sociais. Ele agradeceu as mensagens de solidariedade e comentou o impacto da agressão durante um evento político.
Para o jornalista, a violência sofrida durante um debate eleitoral representa um episódio grave. Além disso, ele relacionou o caso ao atual cenário enfrentado pelos profissionais de imprensa.
Brasil de Fato e Band condenam episódio
O Brasil de Fato também se manifestou sobre a agressão. O veículo classificou o episódio como uma violação à atividade jornalística e destacou a importância da proteção aos profissionais de imprensa.
Segundo o jornal, agressões contra jornalistas representam um ataque à liberdade de imprensa. A publicação também ressaltou o direito da sociedade de receber informações durante períodos eleitorais.
Por sua vez, a Band lamentou o episódio. A emissora informou que prestou atendimento imediato ao jornalista e retirou o agressor das dependências da empresa.
O caso aconteceu antes do debate entre os candidatos ao governo de São Paulo. O encontro foi promovido pela Band em parceria com a TV Cultura, a Gazeta e a Jovem Pan.
Dessa forma, a agressão ocorreu antes mesmo do início oficial do debate. O episódio, portanto, ganhou repercussão entre as empresas de comunicação envolvidas na cobertura eleitoral.
A Globo reforçou que repudia qualquer forma de violência. Além disso, a emissora adotou uma medida administrativa imediata após analisar as circunstâncias do caso.

