
O número de brasileiros deportados dos Estados Unidos disparou em 2025, atingindo um novo recorde. Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania indicam mais de 3 mil brasileiros repatriados no período, o que representa um aumento de 99,8% de deportações em comparação com 1,6 mil registrados em 2024.
Recorde de deportações
O último voo, que marcou o encerramento do ano, chegou na última quarta-feira (31) ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG), transportando 124 deportados. Entre os passageiros, havia pessoas de até 60 anos, além de adolescentes e crianças. No total, 37 voos de repatriação foram realizados ao longo do ano.
Política de tolerância zero de Trump
A intensificação da deportação em massa surge como uma das principais promessas do presidente Donald Trump, que mantém uma política de “tolerância zero” com imigrantes ilegais nos Estados Unidos.
Adicionalmente às retiradas forçadas, o governo republicano criou um programa de “autodeportação”, buscando assim incentivar a saída voluntária de imigrantes do país. Esta iniciativa oferece passagem aérea e uma assistência financeira de cerca de US$ 1.000.
Tensão diplomática
Inicialmente, a maneira como as deportações ocorreram gerou forte tensão entre Brasil e Estados Unidos. Os primeiros brasileiros deportados que desembarcaram no país, em janeiro, chegaram algemados e com os pés acorrentados.
Assim, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, determinou que a Força Aérea assumisse o transporte dos deportados, substituindo os voos fretados por Washington.
Além disso, o governo brasileiro instalou um posto de acolhimento nos aeroportos. Este posto oferece atendimento médico e alimentação aos repatriados, bem como orientações essenciais sobre assistência social, trabalho e documentação.

