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Câmara aprova PL Antifacção com endurecimento de penas

Texto segue para sanção de Lula e estabelece punições de até 40 anos para membros de facções criminosas

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Câmara aprova PL Antifacção com endurecimento de penas
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta terça-feira (24), o Projeto de Lei (PL) Antifacção. A proposta foca no endurecimento do combate a organizações criminosas e na redistribuição de bens apreendidos em operações policiais. Agora, o texto segue para sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Câmara retira mudanças feitas pelo Senado

Se oficializada, a norma será batizada de Lei Raul Jungmann. A votação ocorreu de forma simbólica. O projeto retornou do Senado com alterações, mas os deputados recuperaram pontos centrais da versão original.

Divisão de recursos gera disputa entre polícias

O relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), reincluiu a partilha de valores apreendidos. Atualmente, esse dinheiro fica integralmente com a corporação federal. Com a nova regra, o cenário muda:

  • Atuação conjunta: 50% dos recursos vão para o Fundo Nacional e 50% para o estado.
  • Atuação individual: O montante fica com o fundo da polícia que realizou a investigação.

A Polícia Federal (PF) critica duramente a medida. A corporação afirma que a mudança causa descapitalização, pois a PF não acessa diretamente o Fundo Nacional. Além disso, integrantes da categoria reclamam que não foram consultados durante a elaboração do relatório.

Penas mais rígidas para faccionados

O projeto estabelece punições severas para crimes cometidos por membros de facções. O relator descartou as penas mais brandas sugeridas pelo Senado e fixou novos marcos:

  • Homicídio e lesão corporal: 20 a 40 anos de prisão.
  • Sequestro: 12 a 20 anos.
  • Furtos: 4 a 10 anos.

Ademais, o texto proíbe benefícios como anistia, indulto, fiança ou liberdade condicional para esses criminosos. Crimes contra autoridades também terão penas elevadas de dois terços até o dobro.

Queda da “Taxa das Bets”

O plenário decidiu derrubar a criação da Cide-Bets. A proposta previa uma taxa de 15% sobre apostas on-line para financiar a segurança pública. No entanto, não houve consenso político e o trecho foi retirado.
Por outro lado, o texto garante mais agilidade às investigações:

  • Prazo judicial: Juízes devem analisar pedidos urgentes em até 24 horas.
  • Autonomia do delegado: Se o Ministério Público negar um pedido policial e não contestar a decisão, o delegado pode recorrer à instância superior do MP em 48 horas.
  • Apoio internacional: A PF poderá coordenar buscas por recursos ilícitos em outros países de forma oficial.
Natiele Oliveira

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Natiele Oliveira

A jornalista confirma a presença do Guararema News na cidade de Blumenau, com uma ampla cobertura de tudo o que acontece na região do Vale do Itajaí, uma das mais importantes de Santa Catarina. Atua também em coberturas nacionais, sempre ligada em notícias que possam fazer a diferença na vida dos leitores, como serviços, empregos, concursos e etc...

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