
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou o Hospital DF Star nesta sexta-feira (27), após 14 dias de internação para tratar um quadro grave de broncopneumonia. A saída ocorre três dias depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), converter a prisão preventiva do ex-mandatário em regime domiciliar pelo prazo de 90 dias, citando a fragilidade de seu estado de saúde.
Quadro clínico de Bolsonaro
Bolsonaro deu entrada na unidade de saúde no dia 13 deste mês apresentando febre alta, calafrios, sudorese e queda na saturação de oxigênio. Após exames detalhados, os médicos diagnosticaram uma pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração — condição causada pela entrada de conteúdo gástrico nos pulmões.
Devido à gravidade dos sintomas, o ex-presidente permaneceu mais de uma semana na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Adicionalmente, na última semana, a equipe médica iniciou um protocolo de cuidados semi-intensivos para estabilizar suas funções respiratórias.
Prisão domiciliar
A melhora progressiva permitiu que ele fosse transferido para o quarto na última segunda-feira (25), onde finalizou o ciclo de antibióticos antes da alta definitiva. Além disso, a liberação hospitalar coincide com a nova fase de sua custódia.
Em virtude do relatório médico que apontava a necessidade de cuidados específicos, a defesa solicitou a migração para a prisão domiciliar. Dessa forma, o ministro Alexandre de Moraes deferiu o pedido na segunda-feira (24), estabelecendo o período de três meses para a medida.
Portanto, a partir de hoje, Bolsonaro deve permanecer em sua residência, seguindo as restrições impostas pelo STF e mantendo o acompanhamento médico para a plena recuperação dos pulmões.

