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Avô é condenado a mais de 36 anos de prisão por abusar da própria neta

Justiça manteve a prisão preventiva e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade

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Avô é condenado a mais de 36 anos de prisão por abusar da própria neta
Foto: Divulgação / Reprodução

Um homem de 57 anos foi condenado a 36 anos, cinco meses e 15 dias de prisão por abusar sexualmente da própria neta de criação durante aproximadamente quatro anos. Os crimes ocorreram em São Lourenço do Oeste, no Oeste de Santa Catarina, quando a vítima tinha entre 8 e 12 anos. A Justiça determinou o cumprimento da pena em regime inicial fechado e manteve a prisão preventiva do condenado, que não poderá recorrer em liberdade.

A sentença saiu na segunda-feira (14), pela Vara Única da Comarca de São Lourenço do Oeste. Conforme o processo, o homem se aproveitou da convivência familiar e da relação de confiança com a criança para cometer os abusos dentro da residência.

Segundo a decisão judicial, os crimes aconteciam principalmente quando o condenado ficava sozinho com a vítima. Além disso, ele teria feito ameaças para impedir que a criança contasse o que estava acontecendo.

Investigação reuniu depoimentos e laudos

A investigação policial começou em maio de 2026 e reuniu diferentes elementos para esclarecer as denúncias. Entre as provas analisadas pela Justiça estão o depoimento especial da vítima, a escuta especializada e laudos periciais.

Com base no conjunto de provas, a Justiça condenou o homem pelos crimes de estupro de vulnerável e satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente.

A sentença também aplicou agravantes e causas de aumento de pena previstas na legislação. A Justiça considerou a relação familiar e o contexto de violência doméstica para definir a pena.

Condenado seguirá preso

Além da pena superior a 36 anos, a Justiça decidiu, ainda assim, manter a prisão preventiva do homem. A decisão considerou a necessidade de garantir a ordem pública.

Dessa forma, ele deverá cumprir a pena inicialmente em regime fechado e não terá o direito de aguardar em liberdade eventual recurso contra a condenação.

Qualquer pessoa que suspeite de violência sexual contra uma criança ou adolescente pode denunciar. Em Santa Catarina, os principais canais são:

  • Disque 100: o serviço recebe denúncias gratuitamente, 24 horas por dia. A pessoa também pode preservar sua identidade durante o atendimento.
  • Polícia Militar – 190: ligue para o número em situações de emergência ou quando a vítima estiver em risco imediato.
  • Disque Denúncia 181: a Polícia Civil de Santa Catarina recebe denúncias pelo 181 de forma gratuita e sigilosa.
  • Conselho Tutelar: procure o Conselho Tutelar do município onde a criança ou adolescente está para comunicar a suspeita e buscar medidas de proteção.
  • Polícia Civil: procure uma delegacia para comunicar casos de suspeita ou confirmação de violência.

Não tente investigar o caso por conta própria. Ao identificar sinais ou receber um relato, comunique os órgãos de proteção e deixe as autoridades conduzirem a apuração.

Murilo José

Sobre o autor

Murilo José

Jornalista do Guararema News, atua na região do médio Vale do Itajaí e Litoral Norte. Suas pautas geralmente são direcionadas a assuntos factuais que tem impacto no dia a dia da comunidade. Murilo também atua com reportagens especiais em projetos autorais. Além disso, também contribui com conteúdo esportivo.

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