
O astronauta Mike Fincke confirmou que deixa a Nasa meses após sofrer um problema de saúde misterioso a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS). O caso forçou a antecipação do retorno da missão Crew-11 em meados de janeiro e provocou a primeira interrupção de emergência na história do posto orbital por motivos médicos. A agência e o próprio oficial de 58 anos mantêm o encerramento do contrato, embora o diagnóstico do caso siga sob investigação por médicos e pesquisadores espaciais.
Caso misterioso em missão no espaço
A emergência ocorreu quando Fincke perdeu a capacidade de falar por cerca de 20 minutos durante a rotina de trabalho em órbita. Por conta disso, os colegas de tripulação agiram rapidamente e prestaram os primeiros socorros na estação. A diretoria da agência optou por cancelar uma caminhada espacial programada e organizou o resgate imediato da equipe. Dessa forma, Fincke retornou à Terra ao lado dos colegas Zena Cardman, Kimiya Yui e Oleg Platonov semanas antes da data prevista.
Portanto, a decisão de abreviar o voo ocorreu porque a ISS possui limitações estruturais para exames de alta complexidade. Embora o astronauta tenha apresentado quadro estável na viagem de volta, a equipe médica preferiu conduzir avaliações aprofundadas em hospitais terrestres.
Trajetória do astronautra
Fincke ingressou no corpo de astronautas da agência em 1996 e construiu uma carreira histórica. O veterano acumula 549 dias no espaço ao longo de quatro missões distintas, marca que o posiciona como o quarto norte-americano com mais tempo em órbita na história. Além disso, o profissional participou de nove caminhadas espaciais para manutenção da estrutura orbital.
Em nota oficial, o ex-militar expressou gratidão às equipes de apoio, às famílias e aos parceiros internacionais. Além disso, ele destacou o desejo de apoiar a formação das novas gerações de exploradores e engenheiros.
“Levaremos a humanidade de volta à Lua, viajaremos para Marte e alcançaremos as estrelas, tudo isso enquanto cuidamos da Terra”, declarou Fincke.
A saída repentina da Crew-11 reduziu temporariamente a presença humana no laboratório orbital para apenas três pessoas. Consequentemente, a Nasa acelerou o cronograma e enviou a Crew-12 ao espaço em 14 de fevereiro. Por fim, com a chegada do novo grupo restabeleceu o contingente de sete astronautas, número considerado ideal para manter os experimentos científicos e a manutenção do complexo em dia.

