
O vendaval que atingiu São Paulo fez com que ao menos 340 voos fossem cancelados no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e no Aeroporto de Congonhas, na Capital, entre quarta-feira (10) e esta quinta (11). Como reflexo da tempestade, os terminais amanheceram com filas intermináveis nos balcões e pessoas dormindo em bancos. Um verdadeiro caos que, ao longo desses dois dias, outros aeroportos do Brasil já sentem os reflexos.
Voos cancelados em SP causam efeito em outras regiões do Brasil
Em Guarulhos, pelo menos 15 partidas e 39 chegadas foram canceladas nesta quinta. Já em Congonhas, havia 31 chegadas e 15 partidas canceladas somente na manhã desta quinta-feira. No total, em dois dias, ocorreu o cancelamento de 344 voos.
Meteorologistas consideram históricos os ventos fortes que atingiram São Paulo. Eles ultrapassaram os 98 km/h e deixaram mais de 2 milhões de imóveis sem luz. Além do caos em aeroportos – com efeito já sentido em Brasilia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, correu ainda a queda de dezenas de árvores, fechamento de parques e até consultas em hospital precisaram de cancelamento.

Mais de 1 milhão de unidades sem energia elétrica
Nesta quinta, havia ainda mais de 1,5 milhão de imóveis às escuras. Logo, a falta de energia impactou diretamente o funcionamento urbano. Conforme a CET, 235 semáforos estavam apagados por falta de energia, 20 por falhas e cinco piscavam em amarelo. Às 7h, a lentidão chegou a 203 quilômetros, reflexo da combinação entre trânsito reprimido, semáforos desligados e rotas afetadas por quedas de árvores.
Falta de água
Além dos reflexos no trânsito, portanto, milhares de pessoas ficaram sem abastecimento de água também na Capital. A interrupção de energia em unidades da Sabesp reduziu a pressão nas redes e afetou regiões que dependem de bombeamento. Assim, a prefeitura manteve todos os parques municipais fechados pela manhã e disse que a reabertura dependeria das condições de cada área.
Direitos em caso de cancelamento de voos
O MPor e a Anac orientam que os passageiros busquem diretamente as companhias aéreas para solicitar as assistências previstas pela Anac. Enfim, caso não haja solução, é possível registrar reclamação na plataforma: Consumidor.gov.br.
Em atrasos, cancelamentos ou interrupções de voos, o passageiro tem direito à:
- comunicação após uma hora;
- alimentação após duas horas;
- hospedagem e transporte, quando necessário, a partir de quatro horas.
Para atrasos superiores a quatro horas, cancelamentos ou interrupções, devem ser oferecidas opções de reacomodação, reembolso integral ou execução do serviço por outra modalidade de transporte. A reacomodação deve ocorrer inicialmente, sem custos ao passageiro, em voo próprio ou de outra companhia. Caso não seja conveniente, o cliente pode optar por outro voo da mesma empresa em data e horário de sua preferência, também sem cobrança adicional.

