
O avanço de sucessivas massas de ar frio deve manter as temperaturas abaixo da média em grande parte do país até o início de junho. Segundo a Meteored, o fenômeno da ‘friagem’ — que ocorre quando o ar polar alcança a Região Norte — marcou o início desta semana, provocando quedas bruscas de temperatura do Sul à Amazônia.
Frio em diversas regiões do Brasil
A persistência do frio está diretamente ligada à Oscilação Antártica (AAO). Com o índice em fase negativa, os ventos que circundam a Antártica enfraquecem e se deslocam para o norte. Esse movimento abre caminho para que massas de ar polar, cavados e ciclones extratropicais avancem com maior facilidade sobre o continente sul-americano.
Como consequência, o modelo europeu ECMWF projeta que, entre 18 e 25 de maio, os termômetros registrem marcas até 3°C inferiores à média histórica no Centro-Sul e em partes do Norte.
Previsão do tempo
Dessa forma, a transição para o inverno climático intensifica o rigor das madrugadas. No Sul, cidades da serra catarinense já registraram mínimas de -7°C, com formação de geada e neve.
- Sul: A previsão indica episódios recorrentes de geada e temperaturas médias entre 12°C e 18°C ao longo de junho.
- Centro-Oeste e Sudeste: O ar seco e frio estabiliza as temperaturas médias entre 20°C e 22°C, mas com quedas acentuadas durante as noites.
- Norte: O fenômeno da friagem continuará reduzindo as máximas diárias de forma pontual.
Alertas meteorológicos
Além do declínio térmico, a atuação de sistemas de baixa pressão na costa exige atenção. O Inmet mantém alertas para chuvas intensas e ventos que podem atingir 100 km/h em oito estados. No litoral de Santa Catarina, o avanço do mar e a agitação marítima provocada por ciclones extratropicais já causam transtornos em áreas urbanas.
Por fim, mesmo com a virada do mês, quando as temperaturas tendem a se aproximar da média climatológica, a sensação de frio deve predominar devido à proximidade da nova estação.

