
O Governo de Santa Catarina oficializou, na sexta-feira (10), a entrega do projeto executivo e dos estudos ambientais para a dragagem do canal a montante dos portos de Itajaí e Navegantes. A medida abre caminho para uma intervenção considerada estratégica no Rio Itajaí-Açu.
Além disso, o plano prevê impactos diretos na prevenção de cheias e na retomada econômica dos terminais portuários localizados acima da foz.
O secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral, representou o governo no ato, que reuniu autoridades e empresários da região. O Estado investiu R$ 685,6 mil na elaboração dos estudos. Segundo Amaral, essa etapa define o tamanho do desafio e orienta os próximos passos. “O projeto estima um custo de R$ 155 milhões. Agora, portanto, o foco é viabilizar recursos com a união entre Estado, municípios e iniciativa privada”, afirmou.
Prevenção e desenvolvimento
A proposta ganha força justamente por atacar dois problemas históricos da região. De um lado, busca reduzir o impacto das cheias que atingem cidades do Vale do Itajaí. De outro, abre espaço para expansão econômica.
O prefeito de Itajaí, Robison Coelho, destacou que o projeto atende demandas antigas. Segundo ele, a dragagem melhora o escoamento do rio e, ao mesmo tempo, viabiliza novos investimentos. “A iniciativa fortalece a indústria de combustíveis, amplia a arrecadação e gera empregos”, afirmou.
Na mesma linha, o prefeito de Navegantes, Ricardo Ventura, reforçou o potencial econômico. Para ele, o avanço do projeto cria condições para atrair empresas e explorar melhor o rio como vetor de desenvolvimento regional.

Canal mais profundo, menos risco
O estudo técnico, desenvolvido pela Acquaplan, atualizou dados hidrográficos e estruturou o projeto executivo da dragagem. O plano prevê a ampliação do canal navegável, garantindo acesso mais eficiente a terminais de uso privado (TUPs) e estaleiros.
Além disso, a proposta considera a manutenção contínua do canal, fator essencial para sustentar a operação portuária. Conforme análises da Defesa Civil de Santa Catarina, o aprofundamento pode aumentar a vazão do rio. Com isso, a tendência é reduzir alagamentos e minimizar prejuízos em períodos de chuva intensa.
Dessa forma, o projeto avança como peça-chave para equilibrar segurança e crescimento. Enquanto busca conter enchentes, também reposiciona a região como polo logístico e industrial.

