
O Ministério Público Federal (MPF) notificou a TV Globo, recomendando a suspensão imediata de provas de resistência extremas e punições severas no Big Brother Brasil 26. A medida fundamenta-se em denúncias de riscos à integridade física dos participantes, incluindo episódios de desmaios e a convulsão sofrida pelo participante Henri Castelli em janeiro.
Diretrizes para as dinâmicas do BBB 26
O documento estabelece limites rígidos para a realização de provas no reality. Segundo a recomendação, a emissora deve interromper qualquer atividade que exija mais de três horas ininterruptas de permanência em pé ou isolamento sob luzes intensas.
Além disso, o MPF exige:
- Pausas obrigatórias: Garantia de intervalos para descanso, hidratação e alimentação em provas de longa duração.
- Acesso básico: Fim da restrição severa ao uso de banheiros e suprimentos essenciais.
- Saúde preventiva: Proibição da participação de integrantes com problemas de saúde detectados anteriormente em dinâmicas de risco.
Assistência e pós-programa
Ademais, a notificação abrange o cuidado com a saúde mental dos confinados. O órgão solicita que a emissora ofereça apoio psicológico por tempo indeterminado aos participantes, tanto para aqueles que optarem pela desistência quanto para os eliminados pelo público.
Contexto da decisão do MPF
A intervenção do MPF ocorre em um momento de pressão sobre a produção do programa, que enfrentou críticas nas redes sociais e na imprensa internacional após denúncias de “práticas de tortura”.
Diante dos fatos, o órgão busca assegurar que o entretenimento não comprometa os direitos fundamentais e a segurança dos envolvidos. Por fim, a TV Globo não emitiu um posicionamento oficial sobre as mudanças no cronograma do BBB 26.

