
A Polícia Civil intensificou a investigação sobre a morte de uma mulher de 34 anos e da filha dela, de 6, após ambas apresentarem sintomas graves compatíveis com possível envenenamento.
A criança morreu em 10 de abril, poucas horas depois de dar entrada em uma unidade de saúde. Já a mãe, que permaneceu internada em estado grave por quase um mês, morreu nesta segunda-feira, 4 de maio. O caso foi em Juiz de Fora, em Minas Gerais. Agora, a principal linha investigativa busca confirmar se as vítimas ingeriram “chumbinho” misturado a alimentos, possivelmente chocolate.
Inicialmente, mãe e filha chegaram a unidades de saúde com sinais semelhantes, entre eles salivação excessiva, vômitos e paradas cardiorrespiratórias.
A menina foi transferida para atendimento hospitalar, mas não resistiu. Desde então, a mulher permaneceu intubada e sob cuidados intensivos até ter o óbito confirmado nesta semana. Com isso, o caso passou a mobilizar ainda mais os investigadores da Delegacia de Homicídios de Juiz de Fora, em Minas Gerais.
Testemunhos, perícia e suspeita de veneno ilegal
Segundo familiares, eles encontraram partículas parecidas com “chumbinho” em um chocolate dentro da casa das vítimas. Além disso, relatos médicos apontaram resíduos semelhantes no vômito da criança, embora a substância ainda dependa de confirmação oficial por exames laboratoriais.
Durante a perícia, policiais recolheram alimentos e materiais na casa da família, incluindo um prato com restos de macarrão instantâneo, encontrado no Bairro São Benedito. Paralelamente, testemunhas e parentes prestaram depoimento para ajudar a polícia a reconstruir a rotina das vítimas antes do envenenamento.
A delegada responsável pelo caso informou que várias diligências já foram realizadas. Entretanto, os laudos do Instituto de Criminalística, em Belo Horizonte, devem definir se houve, de fato, intoxicação por substância química proibida.
O que é o “chumbinho” e por que ele preocupa
Embora proibido no Brasil, o chamado “chumbinho” ainda circula ilegalmente em comércios clandestinos. Frequentemente vendido como raticida, o produto costuma conter substâncias altamente tóxicas, muitas vezes associadas a pesticidas irregulares, capazes de provocar intoxicação severa e morte em poucas horas.
Além disso, especialistas alertam que a venda ilegal coloca a saúde pública em risco, principalmente porque criminosos podem misturar o veneno a alimentos sem alterar o sabor ou a aparência.
Investigação busca respostas
Enquanto a polícia aguarda os exames periciais, o caso segue cercado de dúvidas e comoção. Primeiro, a morte da filha, em abril, chocou familiares. Agora, o falecimento da mãe, registrado quase um mês depois, amplia a pressão por respostas. Portanto, os laudos periciais vão esclarecer se um acidente, uma negligência ou uma ação criminosa provocou a tragédia.

