
A Justiça condenou o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, a pagar R$ 20 mil ao Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT). A decisão fundamenta-se em declarações feitas pelo ex-deputado em setembro de 2025, quando ele atribuiu a organização dos atos golpistas de 8 de Janeiro ao partido do governo.
De acordo com o magistrado responsável pelo caso, as afirmações de Valdemar não podem ser classificadas como mera “crítica política genérica”. A sentença destaca que as falas extrapolam o debate ideológico ao imputar condutas criminosas específicas sem qualquer embasamento factual.
Acusações de Valdemar Neto
Durante o Rocas Festival, no interior de São Paulo, o presidente do PL afirmou que militantes do PT entraram e saíram dos prédios dos Três Poderes durante as invasões. Na ocasião, Valdemar minimizou a gravidade dos ataques e questionou a classificação de “golpe” dada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Além de responsabilizar o governo, Costa Neto utilizou um argumento jurídico controverso para defender a impunidade dos envolvidos. Segundo ele, embora tenha havido um “planejamento”, a ausência de tanques ou metralhadoras descaracterizaria o crime. “O golpe não foi crime”, concluiu Valdemar, comparando a situação a um plano de assassinato não executado.
Por fim, até o momento, Valdemar Costa Neto não se pronunciou sobre a condenação. O valor da indenização irá aos cofres do Diretório Nacional do PT.

