
O ator e diretor Jackie Chan oficializou sua decisão de não deixar herança para o filho, Jaycee Chan. O patrimônio do artista, estimado em mais de US$ 400 milhões (aproximadamente R$ 2,1 bilhões), será integralmente doado a instituições de caridade e projetos sociais após o seu falecimento. A medida reflete uma filosofia de vida que o astro defende publicamente há anos: a de que a riqueza deve ser fruto do mérito individual.
Filosofia de Jackie Chan
A decisão de Chan baseia-se na crença de que o acesso facilitado a grandes fortunas pode desencorajar o esforço pessoal. Nesse sentido, o ator declarou que, se o filho tiver capacidade, será capaz de construir o próprio patrimônio. Caso contrário, Chan argumenta que o dinheiro acumulado ao longo de sua carreira acabaria sendo desperdiçado.
Além disso, Jackie Chan utiliza sua própria trajetória como exemplo de disciplina. Em sua autobiografia, o ator relata episódios em que ele impunha limites financeiros ao filho. Chan reservava passagens em classes diferentes durante os voos para ensinar que o jovem deve conquistar o próprio conforto por mérito.
Gestão do patrimônio e filantropia
Assim, a maior parte dos recursos será gerida pela Jackie Chan Charitable Foundation. A organização, fundada pelo próprio ator, foca em assistência médica, ajuda a vítimas de desastres naturais e educação para jovens em situação de vulnerabilidade.
Paralelamente, a carreira de Jaycee Chan, que seguiu os passos do pai na música e no cinema, não atingiu o mesmo patamar de sucesso global. Ademais, a justiça chinesa também deteve o herdeiro em 2014 por posse de substâncias ilícitas.
Impacto financeiro e legado
Apesar de ter reduzido sua frequência em grandes produções de Hollywood nos últimos anos, Jackie Chan permanece como um dos atores mais bem pagos do mundo. Por fim, de acordo com dados da revista Forbes, o astro faturou cerca de US$ 40 milhões em um único biênio recente.

