
O novo governo federal do presidente Luís Inácio Lula da Silva pretende extinguir o saque-aniversário do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A informação foi divulgada pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em entrevista ao jornal O Globo. O ministro não deu detalhes de quando ou como o governo pretende fazer isso, ou mesmo se vai haver uma substituição da “modalidade” de liberação do recurso.
A adesão ao saque-aniversário do FGTS é opcional. Em 2022 aproximadamente 28,6 milhões de trabalhadores aderiram ao programa. A medida, instituída em 2019, permite ao trabalhador sacar parte do saldo da conta do seu FGTS anualmente, no mês de seu aniversário. Segundo o controle da Caixa Econômica Federal, cerca de R$ 12 bilhões são retirados por ano, em média, do fundo por brasileiros que aderem ao saque.
Marinho classificou a medida de estimular esse uso do FTGS como irresponsável, uma vez que “quando o cidadão precisar dele, não tem”. O ministro disse entender que o FGTS tem dois objetivos históricos: funcionar como uma base de investimentos para habitação, e é a poupança do trabalhador, para socorro no momento de precisão, como quando estiver desempregado, por exemplo.

