
A greve dos servidores técnico-administrativos das instituições federais de ensino pautou a Comissão de Administração da Câmara nesta terça-feira (12). Durante a audiência, representantes sindicais e deputados protestaram contra a ausência do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, pasta que conduz as negociações com o funcionalismo.
Motivo da greve
A paralisação atinge universidades e institutos federais em todo o país. O foco da categoria é a cobrança de itens que o governo deixou de aplicar após o acordo firmado no ano passado. Segundo a Fasubra, a gestão federal implementou apenas parte das medidas e parou de avançar em temas da carreira.
Por isso, o movimento afirma que a greve não trata apenas de reajuste, mas do cumprimento do que foi assinado. Especialistas presentes no debate pontuaram que a situação envolve a confiança nas negociações entre o Executivo e os servidores.
Reivindicações da categoria
Os servidores pedem a inclusão de aposentados em pontos da carreira e a regulamentação de jornadas em hospitais universitários. Outra demanda é o aproveitamento de cursos e treinamentos para progressão funcional.
A categoria também exige a igualdade de direitos entre técnicos e docentes. De acordo com os sindicatos, a divisão atual entre os profissionais é um obstáculo para o funcionamento das instituições. Além disso, a deputada Alice Portugal afirmou que enviará o resultado da audiência ao ministério, diante da falta de representantes do governo no local.
Resposta do Governo
O governo federal sustenta que mantém diálogo com os servidores e que atendeu parte das demandas com a Lei 15.367/2026. O Executivo cita reajustes previstos para 2025 e 2026, além da criação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC).
Entretanto, o projeto do RSC ainda está em fase de regulamentação. Enquanto as negociações não avançam, serviços em bibliotecas e laboratórios seguem interrompidos em diversas unidades da federação.

