
A Justiça condenou um homem a 61 anos e oito meses de prisão pelos crimes de feminicídio e furto em Penha, no litoral Norte de Santa Catarina. O Tribunal do Júri proferiu a sentença nesta segunda-feira (13), enquanto também determinou o pagamento de R$ 200 mil por danos morais às filhas da vítima. Além disso, o réu iniciará o cumprimento da pena em regime fechado.
Segundo a denúncia, o crime ocorreu em julho de 2025, quando o homem atacou a companheira com golpes de faca dentro da própria casa.
A vítima, surpreendida, não conseguiu reagir. De acordo com o Ministério Público, o assassinato aconteceu após o término do relacionamento, no contexto de violência doméstica.
Julgamento reconhece crueldade e ausência de defesa
Durante o julgamento, os jurados acolheram integralmente a tese do Ministério Público. Assim, reconheceram tanto a autoria quanto a materialidade do crime, além das qualificadoras de feminicídio. Entre elas, destacam-se o uso de meio cruel e o recurso que dificultou a defesa da vítima.
Além disso, o réu também foi condenado por furtar o carro da vítima logo após o crime, utilizando o veículo para fugir do local. Na fase de dosimetria, a Justiça considerou fatores agravantes, como a violência empregada, a gravidade concreta da ação e, sobretudo, os impactos causados à família.
O promotor de Justiça responsável pelo caso destacou que a decisão dos jurados respondeu à brutalidade do crime. Segundo ele, a pena máxima aplicada reflete a extrema gravidade da conduta e as consequências irreversíveis para os familiares da vítima.
Por fim, o juiz responsável pela sentença reforçou que o caso evidencia mais um episódio extremo de violência contra a mulher, o que exige resposta firme do sistema de Justiça.

