
Menos de três semanas após o abalo estrutural que comprometeu parte do Edifício Irajá, no Centro de Itajaí, os proprietários decidiram demolir integralmente o prédio residencial. A solicitação oficial para a derrubada total da estrutura já chegou à Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) e à Defesa Civil, que agora analisam a documentação para liberar a obra ainda nos próximos dias.
A decisão marca uma mudança definitiva no futuro do imóvel localizado na rua Almirante Barroso, atingido em 15 de abril por um grave afundamento estrutural. Inicialmente cercado por avaliações técnicas e medidas emergenciais, o prédio agora seguirá para demolição completa após os responsáveis concluírem que a recuperação exigiria custos elevados e um longo prazo de execução.
Segundo os proprietários, a retirada de pertences dos moradores entra na fase final e continua sob acompanhamento diário de engenheiros. Além disso, laudos apontam que a supraestrutura não apresentou alterações significativas recentes, o que ainda permite o acesso controlado ao interior do edifício durante esta etapa.
No entanto, diante da complexidade da recuperação, a administração optou por encerrar qualquer possibilidade de reforma estrutural. Com isso, protocolou o pedido de Licença de Demolição junto à Auditoria Fiscal da Seduh, responsável pela análise técnica e legal do processo.
A expectativa é de que a autorização saia ainda nesta semana, desde que toda a documentação atenda às exigências municipais.
Demolição ocorrerá em duas etapas e deve durar 30 dias úteis
Conforme o planejamento apresentado, uma empresa especializada ficará responsável pela operação. O cronograma prevê início dos trabalhos em até três dias após a liberação oficial.
Nos primeiros 10 dias úteis, a equipe fará a mobilização de máquinas, preparação técnica e execução da demolição da estrutura. Já nos 20 dias seguintes, os trabalhadores retirarão os entulhos e realizarão a limpeza total do terreno.
Além disso, os responsáveis informaram que a demolição começará pela área mais comprometida, onde ocorreu o maior afundamento, avançando dos fundos para a frente. Dessa forma, a estratégia busca reduzir riscos imediatos às edificações vizinhas e aumentar o controle operacional desde os primeiros dias.
Moradores vizinhos serão monitorados durante operação
Os proprietários também assumiram a responsabilidade de manter contato direto com a vizinhança antes e durante todo o processo. A medida pretende ampliar o monitoramento preventivo e responder rapidamente a qualquer intercorrência.
Enquanto isso, Seduh e Defesa Civil de Itajaí seguirão acompanhando cada etapa da operação. Os órgãos reforçaram que a prioridade permanece na proteção da comunidade, especialmente por se tratar de uma área central e densamente ocupada.
Assim, o caso do Edifício Irajá entra em uma nova fase, deixando para trás a tentativa de recuperação e avançando para a eliminação completa da estrutura comprometida. A demolição representa, ao mesmo tempo, uma solução técnica e uma resposta prática para reduzir riscos urbanos após um dos episódios estruturais mais delicados registrados recentemente em Itajaí.

