
Uma menina de quatro anos passou por momentos de desespero após confundir uma cobra-coral verdadeira com uma minhoca e ser picada dentro de casa, em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. O caso aconteceu no dia 25 de abril, no bairro Limoeiro, e mobilizou a família e a equipe médica, já que a criança sofreu reações graves e precisou de atendimento urgente.
Segundo os familiares, Olivia Vitória de Souza Schutell brincava com o irmão mais velho perto de casa quando os dois encontraram o animal próximo à residência. Como nunca tinham visto uma cobra daquele tipo e há um terreno abandonado ao lado do imóvel, eles acreditaram que se tratava apenas de uma minhoca. O que parecia uma brincadeira inocente rapidamente virou um grande susto.
O acidente dentro de casa
As crianças levaram o animal para dentro de casa e continuaram brincando. Em seguida, o irmão colocou a cobra no colo de Olivia. No mesmo instante, assustada com o movimento, a menina se mexeu rapidamente e acabou sendo picada no calcanhar.
Logo depois, ela começou a gritar de dor, o que chamou imediatamente a atenção dos pais. Sem perder tempo, a família correu para socorrê-la e a levou às pressas para o hospital.
A serpente envolvida no caso era uma cobra-coral verdadeira, considerada uma das mais venenosas do Brasil. O veneno atua diretamente no sistema nervoso e pode provocar complicações graves em pouco tempo, por isso o atendimento rápido faz toda a diferença.
Tratamento e complicações
No hospital, os médicos iniciaram o tratamento com soro antiofídico, mas o quadro ficou ainda mais delicado. Durante a medicação, Olivia sofreu mais de um choque anafilático, o que aumentou ainda mais a tensão entre os familiares.
Além da picada, a reação ao tratamento exigiu atenção redobrada da equipe médica. Por isso, a menina permaneceu cerca de 48 horas em observação.
Foram horas de medo, ansiedade e oração. A família acompanhou cada minuto com apreensão, esperando pela recuperação da criança.
Felizmente, Olivia respondeu bem ao tratamento, apresentou melhora e recebeu alta hospitalar. Agora, ela segue em recuperação em casa.
Alerta para famílias
O caso acendeu novamente o alerta sobre a presença de animais peçonhentos em áreas residenciais, principalmente em locais próximos de terrenos baldios, matas e vegetação alta.
Além disso, especialistas reforçam que pais e responsáveis precisam orientar as crianças a nunca tocar em animais desconhecidos, mesmo quando eles parecem inofensivos.
Muitas vezes, o perigo chega em silêncio, pequeno e quase invisível. A curiosidade infantil não avisa, apenas acontece. Por isso, informação e atenção continuam sendo a melhor forma de prevenção.
Em casos de picada, a recomendação é buscar atendimento médico imediatamente e evitar qualquer tentativa de tratamento caseiro.
O susto em Itajaí terminou com alívio, mas deixou uma lição importante: reconhecer o risco pode salvar uma vida.

