
As chuvas intensas que castigam o Nordeste desde o fim de abril já provocaram uma tragédia devastadora em Pernambuco e na Paraíba. Até o momento, pelo menos oito pessoas morreram, entre elas três crianças — incluindo dois bebês, de seis meses e um ano, além de uma criança de sete anos. Enquanto a água avança e o solo cede, milhares de famílias enfrentam perdas, desalojamento e o medo de novos temporais.
Em Pernambuco, a força da chuva matou seis pessoas, principalmente na Região Metropolitana do Recife, onde deslizamentos de terra destruíram casas e soterraram vítimas. Além disso, uma enxurrada arrastou uma pessoa em São Lourenço da Mata, ampliando ainda mais o cenário de dor.
Na Paraíba, duas mortes também foram confirmadas. Paralelamente, o estado já contabiliza cerca de 1,5 mil famílias desalojadas, 300 pessoas desabrigadas e aproximadamente 9 mil moradores diretamente afetados pelas tempestades.
Cenário de emergência se espalha por dezenas de cidades
Ao todo, pelo menos 27 municípios pernambucanos registraram impactos severos. Entre as áreas mais atingidas estão Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Goiana, Moreno, Pombos, Timbaúba e Itambé, onde o volume de chuva provocou alagamentos, deslizamentos e destruição em diversas comunidades.
Como consequência, o número de pessoas fora de casa disparou para 9,4 mil. Desse total, 7,7 mil estão desalojadas e 1,6 mil precisaram buscar abrigo emergencial após perderem suas residências ou enfrentarem risco iminente.
Diante da gravidade da situação, a governadora Raquel Lyra decretou situação de emergência nos municípios afetados. Com isso, o governo busca acelerar a liberação de recursos e ampliar a resposta às áreas devastadas.

Força-tarefa mobiliza resgates e assistência
Enquanto a chuva continua exigindo atenção, equipes de resgate atuam sem pausa. Segundo o governo estadual, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros já realizaram mais de 800 operações de salvamento. Além disso, 29 abrigos foram abertos para receber famílias que perderam tudo.
Ao mesmo tempo, a Defesa Civil Nacional enviou reforços para apoiar os trabalhos na região. O ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou que o governo federal vai garantir socorro e assistência às vítimas.
Assim, o Nordeste enfrenta mais um episódio dramático de eventos climáticos extremos, com cidades em alerta, famílias em sofrimento e autoridades correndo contra o tempo para evitar que a tragédia aumente ainda mais.

