
Uma baleia-jubarte encalhou morta na tarde desta quarta-feira (4) na faixa de areia da Praia de Itajuba, em Barra Velha, no litoral Norte de Santa Catarina. O animal chamou a atenção de moradores e mobilizou equipes técnicas de monitoramento ambiental.
Logo após o registro do encalhe, especialistas da Univali, por meio da unidade de Penha, foram até o local e iniciaram os primeiros procedimentos. Os técnicos coletaram dados biométricos do animal e avaliaram as condições da carcaça ainda na praia.
Segundo a equipe, trata-se de um exemplar juvenil, com cerca de 8 metros de comprimento e peso estimado em aproximadamente 7 toneladas. Além disso, os pesquisadores identificaram avançado estado de decomposição, o que indica que a morte pode ter ocorrido ainda em alto-mar.
Na manhã desta quinta-feira (5), os técnicos retornaram à praia para realizar o exame de necropsia. O procedimento deve ajudar os especialistas a identificar a possível causa da morte do cetáceo.
As equipes que atuam no atendimento integram o Projeto de Monitoramento Ambiental da Bacia de Santos, iniciativa que acompanha ocorrências envolvendo animais marinhos ao longo do litoral catarinense.
Baleia-jubarte
A baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) está entre as espécies de grandes cetáceos mais conhecidas do mundo. No litoral de Santa Catarina, os registros desse animal são relativamente comuns, principalmente durante o período de migração.
Todos os anos, essas baleias percorrem milhares de quilômetros entre a Antártica e o litoral brasileiro. No verão, elas permanecem nas águas frias para se alimentar. Já no inverno e na primavera, migram para áreas mais quentes do Atlântico Sul para acasalamento e nascimento dos filhotes.
Os adultos podem alcançar até 16 metros de comprimento e mais de 40 toneladas. A espécie também chama atenção pelas nadadeiras peitorais longas e pelo comportamento ativo na superfície do mar, com saltos e batidas de cauda.
Após décadas de caça comercial, a população de baleias-jubarte começou a se recuperar a partir da década de 1980, quando a captura foi proibida internacionalmente. Desde então, os avistamentos aumentaram na costa brasileira, inclusive no litoral catarinense.

