
A Fifa negou, nesta terça-feira (4), que Gianni Infantino tenha procurado o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ou integrantes do governo norte-americano para tentar permanecer no comando da entidade.
A organização reagiu depois que o jornal New York Post afirmou que Infantino tentou falar várias vezes com Trump, mas não conseguiu contato. Segundo a publicação, o presidente da Fifa buscava aliados influentes após abandonar um controverso plano envolvendo os direitos comerciais da Copa do Mundo.
Entretanto, a Fifa rejeitou a versão e classificou a reportagem como “pura ficção”.
O que a Fifa respondeu sobre Infantino e Trump?
A Fifa afirmou que Infantino não telefonou para Trump nem procurou integrantes do governo dos Estados Unidos nos últimos dias.
“O presidente da Fifa não fez nenhuma ligação para o presidente dos EUA, nem para membros de seu governo, nos últimos dias. É pura ficção”, declarou a entidade em nota enviada à Reuters.
Além disso, o Departamento de Estado dos Estados Unidos negou que o secretário Marco Rubio tivesse uma conversa marcada com Infantino.
Dessa forma, tanto a Fifa quanto o governo norte-americano contestaram os principais pontos divulgados pelo jornal.
Por que Infantino enfrenta pressão dentro da Fifa?
A crise ganhou força depois que Infantino apresentou um projeto para transferir os ativos comerciais da Fifa a uma nova empresa financiada por investidores privados.
O plano alcançaria algumas das principais fontes de receita da entidade, como direitos de transmissão, patrocínios, licenciamentos e venda de ingressos. Além disso, a proposta envolveria competições importantes, inclusive a Copa do Mundo.
Infantino pretendia vender aproximadamente 20% da nova empresa. Com isso, a Fifa poderia arrecadar até US$ 4,2 bilhões, cerca de R$ 23 bilhões na cotação atual.
No entanto, dirigentes, federações e confederações reagiram duramente. Eles criticaram principalmente a falta de transparência e a possibilidade de investidores privados ampliarem sua influência sobre o futebol mundial.
Diante da forte resistência, Infantino abandonou o projeto na sexta-feira (31).
O fracasso do plano ameaça Infantino?
Depois da retirada da proposta, a pressão sobre Infantino aumentou. Agora, dirigentes internacionais questionam sua liderança e cobram mudanças na condução da Fifa.
Além disso, federações europeias começaram a retirar o apoio à permanência do dirigente. O movimento também pode prejudicar o projeto de Infantino de comandar a entidade entre 2027 e 2031.
Por outro lado, o presidente da Fifa tenta demonstrar que ainda mantém apoio internacional. Nos últimos dias, ele publicou mensagens favoráveis enviadas por federações como as de Sri Lanka, Kuwait, Catar e Marrocos.
Assim, a crise abriu uma disputa política dentro da maior entidade do futebol mundial. Enquanto os críticos ampliam a pressão, Infantino busca preservar aliados e recuperar força para continuar no cargo.
Qual é a relação entre Infantino e Trump?
Infantino e Trump mantêm uma relação pública de proximidade. Os dois participaram juntos de diferentes compromissos ligados ao futebol, inclusive durante a Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, no México e no Canadá.
Por isso, a aproximação ajudou a alimentar a versão de que o presidente da Fifa teria procurado o governo norte-americano em busca de apoio político.
A entidade, porém, nega qualquer contato recente. Ainda assim, a polêmica aumenta a pressão sobre Infantino e mantém o futuro do dirigente no centro da disputa pelo controle da Fifa.

