
A Fifa resgatou documentos inéditos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970 e os exibiu na exposição “Inovação em Ação: Tecnologias do futebol dentro e fora do campo”, no museu da entidade, em Zurique, na Suíça. A mostra, por sinal, brinda o público com uma perspectiva histórica sobre a evolução do esporte mais popular do mundo.
A Copa de 1970 foi dispoutada no México e marcou o tricampeonato da seleção brasileira, liderada por Pelé, Gerson e Tostão. Os itens da Seleção encontrados aghora estavam armazenados em pastas durante décadas. A curadoria do próprio museu da Fifa descobriu as raridades.
Os documentos são o resultado de um teste de aptidão física com os jogadores da Seleção. Os exames datam de poucos meses antes de a delegação embarcar para o México, onde o Brasil de 70 conquistaria o tricampeonato mundial e se notabilizaria como um dos grandes esquadrões de todos os tempos.
Documentos guardados há décadas na Fifa
Os dados incluem os resultados dos jogadores no “Teste de Cooper”, um método de avaliação física que virou moda na época. A finalidade desta prova é avaliar a aptidão física dos jogadores, registrando a distância que um futebolista percorre em 12 minutos.
Na exposição, os visitantes vão se surpreender com o teste de Pelé. Afinal, o “Cooper” classificou o Rei apenas como “bom” em vez de “muito bom”, como era de praxe durante toda a carreira do Atleta do Século. No entanto, naquela época, o camisa 10 do Santos, com quase 30 anos, se preparava para disputar a quarta Copa do Mundo consecutiva.
A exposição contempla, além da jornada pela tecnologia, a necessidade que inspirou a criação do futebol e como o esporte se adaptou a diferentes culturas e exigências.

