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Bruno Henrique vira réu por estelionato e enfrenta risco de prisão

Justiça do DF amplia acusação e reforça investigação sobre fraude em apostas esportivas

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Bruno Henrique vira réu por estelionato e enfrenta risco de prisão
Foto: Internet

A Justiça do Distrito Federal decidiu ampliar a responsabilização sobre o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, e o transformou em réu por estelionato. A medida atendeu ao pedido do Ministério Público do DF, que já denunciava o jogador por fraude em apostas esportivas. A decisão, tomada nesta quinta-feira, coloca o atleta diante de penas que podem chegar a cinco anos de prisão, além das consequências previstas no processo original.

Justiça acolhe recurso e amplia denúncia

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal aceitou o recurso apresentado pelo Ministério Público e, assim, incluiu o crime de estelionato na ação penal. A mudança ocorreu porque a investigação apontou prejuízos diretos às casas de apostas, que formalizaram representação por meio da International Betting Integrity Association. Esse movimento supriu o requisito legal e, portanto, permitiu a inclusão da nova acusação.

Com isso, o jogador passa a responder por dois crimes: fraude esportiva, que prevê até seis anos de reclusão, e estelionato, cuja pena pode chegar a cinco anos. Além dele, outras oito pessoas, entre elas seu irmão e a cunhada, também se tornam rés no mesmo processo.

Entenda o caso e como a suspeita surgiu

O caso ganhou força após a partida entre Flamengo e Santos em 2023. Na ocasião, Bruno Henrique recebeu um cartão amarelo e, logo depois, acabou expulso ao discutir com o árbitro. A Polícia Federal identificou que, pouco antes do jogo, contas recém-criadas realizaram grandes apostas prevendo exatamente o cartão para o atacante. O volume atípico chamou atenção e, portanto, levou à investigação.

Além disso, a apuração mostrou que o irmão do jogador teria participado das apostas. A combinação de apostas altas, perfis suspeitos e o comportamento em campo levantou a suspeita de manipulação.

Assim, o Ministério Público entendeu que houve não apenas fraude esportiva, mas também prejuízo financeiro às plataformas, o que configuraria estelionato.

Impactos crescentes no futebol e na Justiça

A ampliação da denúncia pressiona o jogador em duas frentes. No âmbito criminal, ele agora responde por crimes com penas somadas que podem ultrapassar dez anos. No campo esportivo, a situação coloca em dúvida sua relação com o clube e reacende o debate sobre integridade nas competições brasileiras.

Embora o STJD tenha, em momento anterior, aplicado apenas multa, especialistas afirmam que decisões judiciais mais severas podem influenciar desdobramentos dentro da esfera esportiva. Além disso, o caso fortalece discussões sobre mecanismos de controle e transparência no mercado de apostas.

O que acontece a partir de agora

Com a nova acusação, o processo segue para instrução judicial. A defesa ainda pode recorrer da inclusão do estelionato, porém o Ministério Público considera a decisão um passo importante para responsabilizar todos os envolvidos.

Enquanto isso, o jogador permanece em silêncio e evita declarações públicas. Nos bastidores, porém, o caso já provoca preocupação no clube e no mercado esportivo.

A Justiça, agora com a denúncia completa, pretende aprofundar a apuração para esclarecer definitivamente se houve manipulação e quem se beneficiou do esquema.

Ismael Melo

Sobre o autor

Ismael Melo

Jornalista do Guararema News, Ismael Melo atua na Grande Florianópolis com foco na cobertura de economia e política regional e nacional. Também produz conteúdos sobre acontecimentos factuais, esportes e temas de repercussão no Brasil. Além disso, possui experiência em radiojornalismo, comunicação institucional, produção audiovisual, podcasts e gestão de conteúdo para diferentes plataformas.

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