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Após laudo da PM, Ministério Público recomenda interdição do Estádio das Nações

Local vem sendo usado pelo Brusque para mandar seus jogos no Catarinense

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Após laudo da PM, Ministério Público recomenda interdição do Estádio das Nações
Estádio das Nações, em Balneário Camboriú Foto: divulgação

O Ministério Público de Santa Catarina recomendou na tarde de quarta-feira (31) à Federação Catarinense de Futebol (FCF) e ao Brusque Futebol Clube que não utilizem o Estádio Municipal Eduardo Zeferino, conhecido como Estádio das Nações, em Balneário Camboriú, para jogos do Campeonato Catarinense de Futebol, até que sejam corrigidos alguns problemas de segurança.

A principal motivação da recomendação foi um confronto entre dujas torcidas ocorrido durante um jogo no sábado (27), entre Brusque e Figueirense. De acordo com o despacho dos promotores, a necessidade é de que que seja decretada a interdição imediata do estádio, “de modo que os riscos que aconteceram na partida entre Brusque e Figueirense não se repitam”.

O Brusque vem utilizando o estádio em Balneário Camboriú desde o0 começo desta temporada, devido às obras que ocorrem no Estádio Augusto Bauer, onde costuma receber seus jogos em casa. O próximo jogo como mandante está agendado para o domingo (4), diante do Joinville. A diretoria do Brusque se manifestou informando que está buscando uma solução.

De acordo com a 6ª Promotoria de Justiça da Comarca de Balneário Camboriú, o laudo da Polícia Militar enumera uma série de problemas e conclui que o Estádio Municipal “não apresenta as mínimas condições de segurança para ser palco de campeonatos de futebol profissional com a presença de público, pois expõe a vida e a saúde dos participantes a perigo direto e iminente”.

Imagem da confusão entre torcidas que acabou provocando a decisão do MPSC. Foto: divulgação

De acordo com o laudo, há necessidade de aumentar em um metro a altura do muro em pontos sensíveis para a entrada de torcedores, materiais ou objetos ilícitos, como armas e drogas; problemas estruturais de alvenaria e materiais de construção soltos no solo por todo o estádio; e falta de isolamento entre a arquibancada visitante e o muro dos fundos, onde há materiais (pedras, galhos e madeiras) que podem servir como armas em caso de novos conflitos entre torcidas.

Róbinson Gambôa

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Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

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