Região Blumenau

Vera Fischer revela que quase foi expulsa de escola

Atriz catarinense revelou ter feito redação polêmica sobre os Beatles, sexo e drogas

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Vera Fischer revela que quase foi expulsa de escola
Foto: divulgação

A atriz catarinense Vera Fischer, de 74 anos, surpreendeu ao revelar que quase foi expulsa da escola que estudava, quando era adolescente, em Blumenau. A polêmica aconteceu após ela fazer uma redação que abordou drogas e sexo envolvendo o grupo de rock britânico The Beatles.

A revelação foi feita durante sua participação no programa Sem Censura, da TV Brasil, nesta segunda-feira (7). A atriz detalhou a situação inusitada. “Eu vendia santinho, comprava santinho, vendia santinho na escola. Mas aí resolvi escrever uma história, chamei de Uma visita a Londres”, iniciou.

“Eu tinha duas amigas que também eram Beatlemaníacas, a Helen e a Glória. Nós três cantávamos parabéns no dia do aniversário do Paul McCartney, fazíamos bolo e cantávamos. Além disso, era como uma redação bobinha. A gente tinha ido pra Londres, encontrado os Beatles, visitado Liverpool, assistido a um show deles”, contou Vera Fischer, que revelou a inserção de sexo e drogas na história fictícia.

“Um escândalo”

“Depois, a gente foi todo mundo pra um hotel. Começamos a tomar LSD, muitas drogas. A gente transava com todo mundo, um com o outro. Era uma felicidade brutal”, relembrou ela. “Esse caderno começou a circular de carteira em carteira. As meninas queriam ler. Elas ficavam assim, em choque. Era um escândalo, né?”, disse a atriz, que afirmou quase ter sido expulsa da instituição pelas escritas.

“Chamaram meus pais. Me lembro até hoje: pareciam uns doze pinguins na sala. Meus pais, esbugalhados. Minha mãe perguntando: ‘Como assim, drogas? Sexo? Você nem sabe o que é isso!’ Falei: ‘Mãe, eu leio. Eu sei que isso é moderno. Não sei se eles fazem ou não, mas eu quis participar. Eu quis chamar atenção pros Beatles. Porque eu sou moderna. Eu sou moderna”, acrescentou a atriz, que foi suspensa como punição.

Quem é Vera Fisher

Vera Fischer se notabilizou ao vencer o concurso de Miss Brasil em 1969, aos 23 anos. Depois disso, iniciou carreira artística no cinema e, em seguida, migrou para televisão, onde se popularizou internacionalmente ao protagonizar inúmeras novelas. Ela ganhou vários prêmios, incluindo um Prêmio APCA, um Prêmio Air France, e o prêmio de Melhor Atriz pelo Festival de Brasília, além de ter recebido indicações para quatro Troféus Imprensa.

Fischer fez sua estreia profissional no filme Sinal Vermelho – As Fêmeas, no papel de Ângela. No entanto, sua descoberta foi no papel de Tânia Velasco no filme Intimidade (1977), pelo qual foi aclamada pela crítica sendo eleita Melhor Atriz de Cinema pelo Prêmio APCA. O sucesso no filme e na crítica lhe rendeu convite para atuar na televisão, estreando em Espelho Mágico (1977) no papel duplo de Débora e Diana. Além disso, nos anos seguintes desempenhou papéis menores em outras produções até despontar como protagonista na novela Brilhante (1981), como Luiza, recebendo sua primeira indicação ao Troféu Imprensa.

Novelas de sucesso

Fischer mais uma vez foi reconhecida no cinema por sua atuação no polêmico filme Amor Estranho Amor (1982), como a prostituta Anna. Seu desempenho lhe rendeu elogios da crítica e ela recebeu os prêmios de Melhor Atriz no Festival de Brasília e no Prêmio Air France. Na televisão, voltou a ser protagonista em Mandala (1987), como Jocasta, recebendo sua segunda indicação ao Troféu Imprensa. Na década de 1990, em meio a polêmicas e trabalhos de sucesso, Fischer foi se tornando uma das atrizes mais populares do Brasil, sobretudo por protagonizar as minisséries Riacho Doce (1990) e Desejo (1990), além das novelas Perigosas Peruas (1992), Pátria Minha (1994) e O Rei do Gado (1996).

No início dos anos 2000, desempenhou dois de seus papéis mais memoráveis em sua carreira, nas novelas Laços de Família (2000), como a protagonista Helena, e O Clone (2001), no papel da cômica Yvete, ambos os trabalhos lhe renderam indicações de Melhor Atriz no Troféu Imprensa. No teatro, atuou em grandes produções, como Macbeth (1992), Gata em Teto de Zinco Quente (1998), A Primeira Noite de um Homem (2004) e Porcelana Fina (2006). Fischer ainda se destacou em novelas como Antônia em Agora É que São Elas (2003), Chiara em Caminho das Índias (2009), Irina em Salve Jorge (2012) e Carmo em Espelho da Vida (2018). Recebeu o prêmio honorário do Festival de Cinema de Vitória em 2019 por sua carreira.

Róbinson Gambôa

Sobre o autor

Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

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