
O guitarrista e tecladista Perry Bamonte morreu aos 65 anos, na quinta-feira (25), em Londres. Integrante histórico do The Cure, o músico enfrentava uma doença recente. A banda confirmou a morte nesta sexta-feira (26) e destacou a importância de Bamonte para sua trajetória artística, especialmente em turnês e álbuns que consolidaram o grupo como referência mundial do rock alternativo.
Da estrada ao palco
Inicialmente, Perry Bamonte entrou no universo do The Cure longe dos holofotes. Primeiro, trabalhou como roadie e técnico de guitarra nos anos 1980. Com o tempo, ganhou a confiança da banda. Em 1990, assumiu oficialmente o posto de guitarrista e tecladista. A partir daí, passou a integrar de forma decisiva a formação do grupo.
Além disso, sua versatilidade permitiu preencher diferentes funções nos shows e em estúdio. Assim, Bamonte ajudou a sustentar a sonoridade densa, melancólica e ao mesmo tempo expansiva que virou marca registrada da banda.
Contribuições musicais marcantes
Durante sua passagem pelo The Cure, Bamonte participou de discos emblemáticos. Entre eles estão Wish, lançado em 1992, Wild Mood Swings, de 1996, e Bloodflowers, de 2000. Ao mesmo tempo, esteve presente em centenas de apresentações ao redor do mundo, sempre com postura discreta, mas musicalmente precisa.
Mesmo após deixar a banda em 2005, sua ligação com o grupo nunca se rompeu. Por isso, em 2022, ele retornou para integrar a turnê Shows of a Lost World. A série de shows celebrou a longevidade do The Cure e reforçou a conexão do músico com os fãs mais antigos.
Reconhecimento e impacto
Logo após a confirmação da morte, homenagens se espalharam pelas redes sociais. Músicos, críticos e fãs destacaram sua sensibilidade artística e sua contribuição silenciosa, porém essencial. Segundo a banda, Bamonte era “criativo, intenso e profundamente musical”, qualidades que se refletiam tanto no palco quanto fora dele.
Além do The Cure, o músico também colaborou com outros projetos ao longo da carreira. Ainda assim, foi no grupo liderado por Robert Smith que construiu sua identidade artística mais conhecida e respeitada.
Um legado que permanece
Com a morte de Perry Bamonte, o rock alternativo perde um de seus construtores discretos. No entanto, seu trabalho permanece vivo nos discos, nas gravações ao vivo e na memória afetiva de gerações de fãs. Assim, sua trajetória reforça a ideia de que grandes bandas também se constroem com figuras que preferem o som ao estrelato.

