
Um júri dos Estados Unidos decidiu nesta segunda-feira (18) contra Elon Musk no processo movido contra a OpenAI, responsável pelo ChatGPT. O empresário acusava a companhia de abandonar sua missão original de desenvolver inteligência artificial em benefício da humanidade.
No entanto, os jurados concluíram que a empresa não pode ser responsabilizada pelas acusações feitas por Musk.
Julgamento discutiu futuro da inteligência artificial
O julgamento começou em 28 de abril e ganhou destaque por envolver debates sobre o futuro da inteligência artificial, segurança tecnológica e interesses financeiros no setor.
Atualmente, a IA já atua em áreas como educação, medicina, jornalismo, reconhecimento facial e consultoria financeira. Ao mesmo tempo, especialistas levantam preocupações sobre desemprego, uso indevido da tecnologia e criação de “deepfakes”.
Musk e Altman trocaram acusações
Durante os 11 dias de julgamento, os advogados de Musk e da OpenAI trocaram acusações sobre interesses financeiros e credibilidade.
O advogado Steven Molo afirmou que testemunhas colocaram em dúvida a sinceridade de Sam Altman, CEO da OpenAI.
“A credibilidade de Sam Altman está diretamente em jogo”, declarou.
Por outro lado, a OpenAI argumentou que Musk demorou para questionar o acordo original da empresa. Além disso, a defesa afirmou que o próprio bilionário passou a priorizar interesses comerciais no setor de IA.
OpenAI e xAI disputam mercado bilionário
A OpenAI disputa espaço no mercado de inteligência artificial com empresas como a Anthropic e a xAI, criada por Musk.
Segundo informações apresentadas no julgamento, a OpenAI prepara uma possível abertura de capital que pode avaliar a empresa em cerca de US$ 1 trilhão.
Além disso, um executivo da Microsoft afirmou que a companhia já investiu mais de US$ 100 bilhões na parceria com a OpenAI.

