
A atriz catarinense Vera Fischer, de 72 anos, relembrou sua trajetória na televisão e afirmou que enfrentou preconceito por causa de sua beleza. Em entrevista ao programa Encontro com Patrícia Poeta, nesta quinta (21), a blumenauense contou que foi alvo de machismo e também de rivalidade feminina no início da carreira. “Eu era invejada por um lado e cobiçada por outro”, relatou.
Antes de se tornar atriz, Vera construiu sua notoriedade como modelo e vencedora de concursos de beleza. Ela se elegeu Miss Blumenau, Miss Santa Catarina e Miss Brasil, títulos que abriram portas e despertaram o interesse de produtores de TV nos anos 1970. Em 1976, estreou na Globo e logo conquistou papéis de destaque.
“Logo na segunda novela já fui protagonista, e continuei pegando trabalhos gloriosos, com escritores e diretores maravilhosos”, disse a artista no programa da Globo.
Vera Fischer, miss Santa Catarina
Ela ressaltou que ainda hoje as novas gerações a reconhecem, mesmo quem não a acompanhou no auge da carreira: “As pessoas podem me ver no teatro, mas também sabem quem é Vera Fischer e o que eu fiz”.
Ao recordar os obstáculos que enfrentou, Vera afirmou que precisou aprender a lidar com o ambiente hostil. “Existia muito machismo, como existe hoje. Eu era invejada por um lado e cobiçada por outro. Sempre tinha aquela dúvida: ‘Como ela vai ser boa atriz se é bonita? Não pode’. Isso me deixava mais solitária, e ao longo da vida aprendi a ser mais seletiva”, declarou. A atriz também comentou sobre as mudanças em sua vida social. Além disso, nos anos 1990, costumava promover grandes festas em casa, mas revelou que a pandemia em 2020 alterou seu comportamento. “Hoje prefiro estar com amigos verdadeiros, um grupo seleto. É bom sair para jantar, conversar, ou mesmo trabalhar junto”, contou.
Com uma carreira de quase cinco décadas, Vera Fischer soma dezenas de novelas, filmes e peças de teatro. Seu papel mais marcante na televisão é o de Helena, em Laços de Família (2000). Além disso, ela também fez Mandala (1987), O Rei do Gado (1996) e O Clone (2001).

