
O ator gaúcho Juliano Cazarré, de 45 anos, se tornou alvo de uma ação trabalhista movida por uma ex-funcionária que atuava como empregada doméstica e babá dos seus seis filhos. Juliano mora na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. O processo foi protocolado no dia 15 deste mês. A ex-doméstica está pedindo uma indenização estimado de R$ 225.686,20. As informações são do colunista Daniel Nascimento, do Jornal O Dia.
Na ação, a trabalhadora relata uma rotina considerada exaustiva, com jornadas que chegariam a 14 horas diárias. Segundo os autos, o expediente ocorria de segunda a quinta-feira, com início às 8h e término por volta das 20h de quinta, incluindo pernoites obrigatórios e acionamentos durante a madrugada para cuidar das crianças.
Ainda de acordo com a ex-funcionária, não havia controle formal de ponto, e as horas extras não eram devidamente pagas. Ela também afirma que acumulava funções além do cuidado infantil, sendo responsável por tarefas domésticas como limpeza da casa, lavagem de roupas e organização geral do ambiente.
Outro ponto levantado na ação diz respeito ao pagamento de parte do salário “por fora”. A autora sustenta que recebia cerca de R$ 5.500 mensais, mas que apenas uma parcela, entre R$ 2.500 e R$ 2.800, era registrada em carteira. O restante, segundo ela, seria pago de maneira informal, o que impactaria diretamente no cálculo de benefícios trabalhistas.
Juliano Cazarré
Além das questões financeiras, a ex-funcionária afirma que o ambiente de trabalho era marcado por episódios de assédio moral. De acordo com a ação, com o passar do tempo, o esgotamento físico e emocional da rotina teria afetado a saúde da trabalhadora, que passou a sofrer com mal-estar frequente e picos de pressão alta causados pelo estresse. Um dos relatos descreve uma situação em que, mesmo com uma suposta reação alérgica visível, ela teria sido impedida de buscar atendimento médico imediato, sendo orientada a permanecer em serviço.
A ação ainda aponta que a demissão, ocorrida em março de 2026, teria sido motivada após a funcionária reiteradamente cobrar o pagamento correto das horas extras e demais direitos trabalhistas.
O imbróglio judicial vem à tona dois dias após o ator e diretor ter sido homenageado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) com a Medalha Tiradentes. A honraria foi concedida em reconhecimento ao seu posicionamento público em defesa de valores conservadores, com opiniões alinhadas à valorização da família e à liberdade religiosa.
A assessoria do ator e diretor Juliano Cazarré se pronunciou enviando um posicionamento oficial que rebate, ponto a ponto, as acusações. Em nota, Cazarré afirmou ter recebido as alegações com “surpresa”, destacando que ainda não foi intimado formalmente e que a versão da ex-funcionária “não corresponde à realidade dos fatos”.

