
A Academia Brasileira de Cinema selecionou “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, para ser o representante do Brasil no Oscar 2026 na categoria de Melhor Filme Internacional. O anúncio, feito nesta segunda-feira (15), se baseia, sobretudo, no reconhecimento que o longa já conquistou globalmente.
A comissão responsável pela escolha, presidida por Sara Silveira, levou em consideração os prêmios que “O Agente Secreto” recebeu no Festival de Cannes. Foram eles: Melhor Direção para Kleber Mendonça Filho e Melhor Ator para Wagner Moura.
Porém, além do sucesso em festivais, o filme ganhou força na corrida pelo Oscar quando adquirido pela distribuidora Neon, a mesma por trás de “Anora”, o último vencedor do prêmio de Melhor Filme.
Polêmica e outros concorrentes
Apesar do favoritismo, a escolha gerou um debate polêmico, pois outros filmes brasileiros também tinham fortes chances:
- “Manas”, de Marianna Brennand, que foi impulsionado por uma sessão especial em Los Angeles apresentada por Julia Roberts e Sean Penn. O filme, estrelado por Dira Paes, ocorre na Ilha do Marajó. Ele aborda o ciclo de violência que cerca uma jovem e as mulheres da sua comunidade.
- “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro, que recebeu o Urso de Prata de Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim. A trama de ficção científica acompanha uma mulher de 77 anos que embarca em uma jornada pela Amazônia. Seu objetivo é realizar um último desejo antes de sua transferência compulsória para uma colônia para idosos.
“O Agente Secreto”
“O Agente Secreto” é um thriller que se passa no Brasil da década de 1970. O filme acompanha o professor universitário Marcelo (Wagner Moura), que se muda para Recife para fugir de agentes do governo que o procuram por “atividades subversivas”. No entanto, ao chegar na cidade, ele descobre que está sendo espionado por seus vizinhos, e o refúgio que ele buscava se transforma em uma realidade perigosa e perturbadora.

