Região Balneário / Itapema / Tijucas

Primeira fragata feita em SC é entregue à Marinha do Brasil

Embarcação construída em estaleiro em Itajaí consolida o estado como polo estratégico

Autor
Primeira fragata feita em SC é entregue à Marinha do Brasil
Programa reforça a capacidade da indústria nacional de desenvolver e integrar sistemas de alta complexidade Foto: Marinha do Brasil. Foto: divulgação

Foi entregue nesta segunda-feira (16) à Marinha do Brasil a nova Fragata Tamandaré – F200, primeira das quatro embarcações do Programa Fragatas fabricadas em Itajaí, no litoral catarinense. A entrega, em caráter provisório, foi formalizada com a assinatura do Termo de Aceitação e Recebimento Provisório (TERP) no Rio de Janeiro pelo consórcio Águas Azuis — formado pela Embraer Defesa e Segurança, Atech e pela multinacional alemã Thyssenkrupp Marine Systems (TKMS).

A fabricação da frota faz parte do crescimento do ecossistema de defesa em Santa Catarina que reunirá na SC Expo Defense 2026 indústria, governo, academia e centros de tecnologia para negócios e inovação no setor. O evento será promovido pela FIESC nos dias 21 e 22 de maio, em Florianópolis.

A Fragata Tamandaré

Com investimento total da ordem de R$ 12 bilhões em valores atualizados, o programa é um dos maiores projetos de defesa do Brasil nas últimas décadas e tem Santa Catarina no centro da sua execução.

Outras três fragatas — Jerônimo de Albuquerque – F201, Cunha Moreira – F202 e Matriz e Barros – F203 — seguem em construção no estado, com previsão de entrega até 2029.

A assinatura do TERP oficializa a conclusão da fase de construção, integração de sistemas e testes de mar da primeira embarcação. A Fragata Tamandaré passará por um período de experimentação de um ano, ao fim do qual será assinado o Termo de Aceitação e Recebimento Definitivo (TERD). Equipadas com tecnologias avançadas de defesa e interoperabilidade, as fragatas têm como missão proteger o mar territorial brasileiro e as águas da Amazônia. Lançado em 2020, o programa prevê a geração de aproximadamente 2.000 empregos diretos e reforça a capacidade da indústria nacional de desenvolver e integrar sistemas de alta complexidade — fortalecendo a soberania brasileira e a Base Industrial de Defesa.

Foto: Marinha do Brasil / divulgação
Róbinson Gambôa

Sobre o autor

Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

Ver todas as matérias de Róbinson Gambôa