
O Complexo Portuário de Itajaí movimentou 1.254.511 toneladas de cargas em março de 2025. O volume representa um crescimento de 10% na comparação com o mesmo período do ano passado. A Superintendência do Porto de Itajaí divulgou as informações nesta terça-feira (16).
Desse total, 1.074.178 toneladas foram transportadas em contêineres, o que equivale a 113.959 TEUs (unidade de medida padrão que representa um contêiner de 20 pés). A exportação respondeu por 557.756 toneladas, enquanto a importação somou 516.422 toneladas.
Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, os resultados refletem o impacto positivo da reativação do Porto Público.
“Os resultados mostram que o Complexo Portuário está bombando com a volta do Porto Público. Isso significa mais renda para os trabalhadores portuários e melhoria na economia da cidade, região e Estado. A expectativa é que, nos próximos meses, os dados sejam ainda melhores com os projetos para aumentar a competitividade do Porto de Itajaí”, destacou o superintendente.
Além do aumento na movimentação de cargas, o Porto também registrou 116 atracações de navios ao longo do mês de março. Somente na área arrendada, os terminais operaram 20.856 TEUs, totalizando 280.860 toneladas.
Diversas instalações estratégicas compõem o Complexo Portuário de Itajaí: o Porto de Itajaí (cais público e arrendado), os terminais Portonave, Braskarne, Teporti, Poly Terminais, Trocadeiro, bem como o Terminal Barra do Rio.
Com esses números, o Porto de Itajaí reafirma sua importância como um dos principais centros logísticos do Brasil e projeta novos avanços com investimentos voltados à ampliação da capacidade operacional e competitividade internacional.
Porto federalizado
Em 2025, o Porto de Itajaí passou por um processo de federalização após quase três décadas sob gestão municipal. O Ministério de Portos e Aeroportos anunciou a decisão em dezembro de 2024, e a Autoridade Portuária de Santos (APS), dessa forma, assumiu a administração do terminal em 2 de janeiro de 2025.
A federalização enfrentou resistência local, incluindo ações judiciais e críticas de autoridades municipais e estaduais. A argumentação é que a transição abrupta poderia prejudicar a economia regional. Apesar disso, o governo federal manteve a decisão, assegurando que as receitas geradas permaneceriam em Itajaí e prometendo investimentos para modernizar a infraestrutura portuária

