
A Prefeitura de Rio do Sul, no Alto Vale, lançou uma nova pesquisa para coleta de informações de empresas e da comunidade sobre as perdas econômicas com as enchentes na cidade no mês de novembro. A declaração pode ser feita pelo próprio morador, relatando perdas materiais ou decorrentes do período parado sem trabalhar.
O formulário pode ser acessado entrando no site oficial do município (clique aqui para acessar), no banner em destaque na parte superior. A ideia inicial é deixar a pesquisa disponível até 31 de dezembro.
O objetivo é juntar estas informações em um documento oficial para que assim a prefeitura possa buscar junto ao governo federal, estadual, entidades e bancos, formas de acesso a linhas de crédito facilitada para pessoas físicas e jurídicas que precisam de apoio neste momento de reconstrução.
Além disso, é importante para o município ter uma dimensão do tamanho do impacto econômico causado por enchentes em sequência desde 4 de outubro. Pelo menos 11 mil pessoas foram desalojadas e mais de 300 ruas foram inundadas. O município registrou ainda uma morte por conta de afogamento.
O Secretário de Desenvolvimento Econômico do município, Paulo José Fiamoncini, sugere aos empresários que incluam todas as informações importantes, desde aquelas que foram inundadas pela água, tanto aquelas que não foram atingidas mas tiveram que ficar paradas por algum período ou com o funcionamento comprometido, por falta de funcionários, entrega de estoques e mercadorias, ou redução de movimento e vendas.
Ele ressalta ainda que a pesquisa, assim como a realizada em outubro, foi ampliada para as pessoas físicas. “O cidadão prejudicado, seja ele autônomo ou funcionário, também pode preencher o formulário, pois seu prejuízo por dias parados sem trabalhar, isolado ou até mesmo atingido diretamente atingido, é relevante para os registros oficiais. Precisamos dessas informações organizadas para buscar auxílio para a reconstrução”, destaca Fiamoncini.
Em outubro, a primeira pesquisa teve cerca de 2 mil preenchimentos, com relatos de R$ 104 milhões em prejuízos.

