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Inflação desacelera e sobe 0,16% em junho

Alívio em alimentos e combustíveis derruba ritmo dos preços e faz IPCA ficar abaixo da expectativa do mercado

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Inflação desacelera e sobe 0,16% em junho
Foto: divulgação

O IBGE divulgou, nesta sexta-feira (10), que o IPCA, índice oficial da inflação no Brasil, subiu 0,16% em junho, depois de avançar 0,58% em maio. O resultado ficou abaixo da projeção do mercado, que esperava alta de 0,31%, e mostrou perda de força nos preços, principalmente por causa do recuo em alimentos e combustíveis.

Preços perdem força

A inflação desacelerou em junho e trouxe alívio para o bolso dos brasileiros. Na prática, o índice ainda subiu, mas avançou em ritmo bem menor do que no mês anterior.

Além disso, o resultado surpreendeu analistas. O mercado esperava uma alta quase duas vezes maior. No entanto, a queda em itens importantes ajudou a segurar o indicador.

Com isso, o IPCA acumulou alta de 4,64% em 12 meses. O dado mantém a inflação no radar do governo, do Banco Central, das empresas e dos consumidores, já que o índice influencia juros, contratos, reajustes e decisões de consumo.

Alimentos ajudam a conter o índice

O grupo Alimentação e Bebidas puxou o alívio no mês. Segundo o IBGE, os preços desse grupo caíram 0,24% em junho e deram o maior impacto negativo sobre o IPCA.

Esse movimento pesa bastante no orçamento das famílias. Afinal, comida aparece todos os dias na mesa e no carrinho do mercado. Portanto, quando os alimentos cedem, o consumidor sente mais rapidamente a diferença.

Ainda assim, o alívio não significa queda generalizada no custo de vida. Alguns preços continuaram subindo. Porém, no balanço do mês, os recuos conseguiram compensar parte das pressões.

Combustíveis também recuam

Os transportes também ajudaram a frear a inflação. O grupo subiu 0,17%, mas os combustíveis caíram 0,48% no período.

Entre os principais itens, o etanol recuou 3,09%, o óleo diesel caiu 1,19%, o gás veicular teve queda de 0,19% e a gasolina baixou 0,12%.

Por outro lado, as passagens aéreas subiram 7,12% e impediram uma queda maior no grupo. Mesmo assim, o recuo nos combustíveis ajudou a reduzir a pressão sobre o índice geral.

Resultado mexe com juros e economia

O IPCA orienta parte das decisões econômicas do país. Por isso, cada divulgação do índice entra imediatamente no radar do Banco Central.

Quando a inflação perde força, cresce a expectativa por um ambiente mais favorável para a queda dos juros. Ainda assim, o Banco Central costuma avaliar o conjunto dos dados antes de mudar a condução da política monetária.

Além disso, o índice também afeta empresas e consumidores. Ele serve de referência para reajustes, contratos, negociações salariais e planejamento financeiro.

Cenário ainda exige cautela

Apesar do resultado positivo, a inflação segue em observação. Alimentos, combustíveis, energia e serviços ainda podem pressionar os preços nos próximos meses.

Mesmo assim, o dado de junho trouxe um sinal relevante. A inflação perdeu força, ficou abaixo das expectativas e mostrou que alguns itens essenciais começaram a dar trégua.

Agora, o mercado acompanha os próximos resultados para saber se essa desaceleração vai se manter ou se os preços voltarão a pressionar o orçamento das famílias.

Ismael Melo

Sobre o autor

Ismael Melo

Jornalista do Guararema News, Ismael Melo atua na Grande Florianópolis com foco na cobertura de economia e política regional e nacional. Também produz conteúdos sobre acontecimentos factuais, esportes e temas de repercussão no Brasil. Além disso, possui experiência em radiojornalismo, comunicação institucional, produção audiovisual, podcasts e gestão de conteúdo para diferentes plataformas.

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