
O governo federal prepara o lançamento do Desenrola 2.0, nova versão do programa de renegociação de dívidas voltado a brasileiros inadimplentes. Além disso, a proposta traz mudanças importantes, principalmente em relação ao uso do FGTS.
Uso do FGTS terá limite claro
Desta vez, o governo permitirá o uso do saldo do FGTS para quitar dívidas, porém estabelecerá uma regra específica: o trabalhador só poderá utilizar o valor se ele for suficiente para pagar a dívida integralmente.
Ou seja, se a pessoa tiver uma dívida de R$ 2 mil e saldo igual ou superior no FGTS, poderá quitar o débito. Por outro lado, se o valor disponível for menor que a dívida, o uso não será autorizado.
Governo mantém proposta apesar de dúvidas jurídicas
Inicialmente, a medida gerou questionamentos jurídicos. No entanto, integrantes do Ministério da Fazenda confirmaram que o governo manterá a autorização no novo programa.
Juros menores e descontos maiores entram em negociação
Enquanto isso, o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, se reúne com representantes de bancos em São Paulo para definir os últimos detalhes. Durante as negociações, o governo propõe reduzir o teto de juros para 1,99% ao mês — abaixo dos 2,5% inicialmente previstos.
Além disso, o plano inclui descontos de até 80% sobre o valor das dívidas. Em contrapartida, a União atuará como garantidora: caso o consumidor não cumpra o acordo, o governo assumirá o pagamento.
Programa mira famílias de baixa renda
O Desenrola 2.0 atenderá pessoas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105 atualmente). Com isso, o governo busca reduzir o alto nível de endividamento no país, principalmente entre famílias de baixa renda.
Ao mesmo tempo, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também vê o programa como uma estratégia para melhorar a percepção econômica da população.
Anúncio deve acontecer em breve
Por fim, o governo deve anunciar oficialmente o Desenrola 2.0 nos próximos dias, consolidando mais uma etapa da política de renegociação de dívidas no Brasil.

