
Já está em fase de pré-produção o longa-metragem catarinense “A Mãe do Ano”, projeto da produtora Design Produções que venceu o Edital do Prêmio Catarinense de Cinema. As filmagens vão acontecer entre 2023 e 2024, devendo chegar nas salas de cinema em 2025 e posteriormente no streaming.
O projeto fez da Design Produções a primeira produtora do Norte de Santa Catarina a levar o prêmio principal da história do Edital, recebendo um aporte de R$ 2 milhões de reais, oriundos do Governo do Estado de Santa Catarina, por intermédio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC).
As locações e cenários escolhidos são todos da região de Jaraguá, rica em arrozais, e também nas ruas do centro da cidade. O ator Guilherme Fernandes, natural de Jaraguá e que trabalhou em novelas e séries da Rede Globo, já está confirmado no elenco. Em 2018, Guilherme venceu o Prêmio Nacional Gralha Azul, considerado um dos mais importantes do teatro brasileiro. “A mãe do ano” tem coprodução com a GA Moretti Produções, também de Jaraguá do Sul, e com a Cinerama BC Filmes de Balneário Camboriú, com apoio da Scar Centro Cultural e contrato de distribuição com a Elo Studios.
“A mãe do ano” é um drama que explora a vida e os dilemas de Dudu, filho de rizicultores que vive em uma pequena cidade e estuda flauta transversal com a sexagenária esposa do pastor luterano. Sua vida é um embate constante com a família e o lugar em que vive. Selecionado para um festival de música em Jaraguá do Sul, Dudu conhece três mulheres que vão mudar sua vida: uma linda mulher de meia-idade que lhe ensina o que é amar e sofrer, uma estudante que lhe mostra o gosto agridoce de uma amizade verdadeira e a rígida professora do festival. Dudu descobre que só o talento é muito pouco para construir uma carreira na música. O filme aborda a formação de um jovem e o fim de suas ilusões.
A Design Produções tem 16 anos de história e é capitaneada pelos escritores, roteiristas e produtores de cinema, Carlos Henrique Schroeder e João Chiodini. A direção ficará a cargo de André Gevaerd, que já adaptou duas histórias de Carlos Henrique Schroeder para os cinemas: “Copi” e “O que resta”.
“Enquanto escrevia o argumento e o roteiro (com João Chiodini), tinha isso sempre em perspectiva: produzir uma história profunda e acessível. É possível criar grandes dramas com olhares afetuosos e foi dessa forma que trabalhamos. Será um filme fácil de assistir e de de gostar, mas que deixará marcas no espectador”, explica Schroeder.
“A cidade não será apenas o cenário de um filme, mas a história foi escrita por gente daqui e vamos contratar profissionais daqui também. Os que virão de fora darão oficinas, será um processo que vai deixar um legado real para a cidade”, afirma. A diretora-executiva do Centro Cultural Scar, Edilma Lemanhê lembra que em 2023 haverá um cineclube e cursos de audiovisual, completando um ciclo. O prêmio rendeu uma carta de apreço pelo resultado, assinada por lideranças políticas, empresariais e culturais da região como o prefeito Jair Franzner, o deputado federal Carlos Chiodini, os deputados estaduais Antídio Lunelli e Vicente Caropreso, a secretária de Cultura, Esporte e Lazer, Natália Lúcia Petry, além da presidente da Associação Empresarial de Jaraguá do Sul, Ana Clara Chiodini e do presidente do Conselho de Administração da Scar, Giuliano Donini.

