Região Grande Florianópolis

Florianópolis abre Ciclo do Divino Espírito Santo na Catedral

O Ciclo do Divino Espírito Santo é uma realização da Prefeitura, por meio da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte

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Florianópolis abre Ciclo do Divino Espírito Santo na Catedral
Foto: Giseli e Marcos Celio da Luz/ Arquidiocese de Florianópolis

O município de Florianópolis abriu o Ciclo do Divino, calendário oficial das festividades em honra ao Divino Espírito Santo em 14 comunidades da capital. O Ciclo do Divino Espírito Santo é uma realização da Prefeitura, por meio da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte. Uma das tradições culturais mais antigas da Ilha, as festividades vão de maio a setembro, iniciando com a abertura na Catedral Metropolitana e, posteriormente, com 14 festas nas igrejas e capelas de diferentes bairros da cidade.

Na ocasião, houve a abertura com autoridades e hasteamento da bandeira do Divino, às 9h, em frente à Catedral, seguida pela Benção de Pães. Em seguida houve um cortejo pelas ruas do centro. Enfim, todos celebraram a missa, presidida pelo pároco e cura da Catedral, Pe. David Coelho, concelebrada por padres das paróquias presentes. O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, e outras autoridades se fizeram presentes.

Confira o calendário da Festa do Divino em Florianópolis:

Centro – Paróquia Nossa Senhora do Desterro e Santa Catarina: 25 a 28 de maio

Ribeirão da Ilha – Paróquia Nossa Senhora da Lapa: 27 e 28 de maio

Monte Verde – Paróquia São Francisco Xavier: 27 e 28 de maio

Trindade – Paróquia Santíssima Trindade: 2 a 4 de junho

Prainha – Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus: 10 e 11 de junho

Rio Tavares – Paróquia Nossa Senhora da Lapa: 10 e 11 de junho

Estreito – Paróquia Nossa Senhora de Fátima e Santa Teresinha do Menino Jesus: 16 a 18 de junho

Pântano do Sul – Paróquia Nossa Senhora do Sagrado Coração: 2 e 3 de junho

Lagoa da Conceição – Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição: 7 a 9 de julho

Campeche – Paróquia Nossa Senhora do Sagrado Coração, 15 e 16 de julho

Barra da Lagoa – Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição: 2 e 3 de setembro

Santo Antônio de Lisboa – Paróquia Nossa Senhora das Necessidades: 8 a 10 de setembro

Rio Vermelho – Paróquia Sagrado Coração de Jesus: 8 a 10 de setembro

Canasvieiras – Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe: 22 a 24 de setembro

Sobre a Festa do Divino Espírito Santo

As festas da devoção ao Divino Espírito Santo voltarão a acontecer conforme a tradição este ano em diversas paróquias da Arquidiocese de Florianópolis, após dois anos de restrições sanitárias por conta da pandemia global de Covid-19. É uma prática coletiva de celebrações religiosas e folclóricas. Esta manifestação popular foi introduzida na região pelos açorianos por volta de 1748.

Por seu valor ancestral, histórico e cultural recebeu o “Título de Bem do Patrimônio de Natureza Imaterial” no Estado de Santa Catarina. A tradição enraizou-se em várias cidades do litoral. Um expressivo conjunto simbólico traduz a devoção ao Espírito Santo: bandeira, cetro, salva, coroa, cantorias, promessas, pãezinhos, bailes, bingos, missa solene, novenas, bênçãos e peditórios, além da procissão da corte imperial e coroação do imperador.

A saída da Bandeira do Divino, em romaria pelas ruas, anuncia o início do Ciclo do Divino Espírito Santo. Ao som de rabeca, viola e tambor, os foliões do Divino seguem de casa em casa, divulgando a festa e arrecadando donativos. Ornada com fitas multicoloridas e com uma pomba branca colocada no alto do mastro, a bandeira tem presença emblemática em todas as cerimônias e é considerada um dos principais símbolos do evento, que tem como ponto alto a cerimônia de coroação do Imperador.

Rica em significados, a Festa do Divino Espírito Santo comemora a esperança na chegada de uma nova era, um tempo futuro em que predomine a paz, a partilha, a solidariedade, a liberdade, a caridade e a união das pessoas para prevalecer o Império da igualdade.

Origem
A festa foi criada em 1321 pela rainha Isabel de Aragão, que prometeu ao Espírito Santo peregrinar pelo mundo com uma cópia da coroa e uma pomba caso as desavenças entre o rei Dom Dinis e o príncipe Afonso terminassem. Com o fim do conflito entre pai e filho, foi criada a festa, que acabou se tornando uma tradição em Portugal e em todos os outros países com traços de colonização portuguesa.

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